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Manaus
"CHOVEU, ALAGOU"

Usuários de paradas de ônibus reclamam da falta de estrutura em época de chuva

A única alternativa para melhorar abrigos é a substituição de telhas comuns por telhados de PET, afirma SMTU 03/09/2017 às 15:15 - Atualizado em 03/09/2017 às 15:15
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Mesmo a prefeitura tendo reformado vários abrigos na capital, ainda é possível encontrar paradas deterioradas (Foto: Antônio Lima)
Lauren Bernardo Manaus (AM)

Nas ruas de Manaus é comum se ver e ouvir reclamações sobre as estruturas das paradas de ônibus.  “Quando chove, alaga tudo. Em alguns lugares, as paradas não possuem cobertura e quem depende de ônibus fica sem ter onde se proteger do sol ou da chuva”, disse o consultor de vendas Igor Solarth, 21. Para ele, a falta de um lugar adequado para os usuários aguardarem o coletivo é um desrespeito.
 
De acordo com a Prefeitura, atualmente não existe nenhum projeto para melhorar a estrutura das mais de 3,3 mil paradas existentes na capital. A única alternativa apresentada pela Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) é a substituição das telhas de barro por telhas feitas de garrafas PET. Segundo o órgão, a medida já está sendo implantada.

A arquiteta e chefe da Divisão de Engenharia de Transporte da SMTU,  Daniela Lahan, explicou que apesar de os modelos de concreto serem atrativos, eles não são favoráveis ou ideias para Manaus, principalmente por causa do clima. “Devido ao clima quente da nossa cidade, com seis meses de muito calor e seis de chuva, mas com calor também, esses abrigos não são adequados à nossa realidade porque esquentam mais”, explicou ela. Mesmo assim, recentemente a prefeitura contratou uma empresa por meio de licitação para construir mais de 200 paradas de concreto. 

Segundo a SMTU, modificar as telhas das coberturas dos pontos de ônibus  por telhas de PET é a alternativa mais viável para a capital porque, além de serem ecologicamente corretas, as telhas plásticas também possuem maior durabilidade, o que pode representar economia para os cofres públicos municipais. Outro aspecto positivo é que esse material é mais leve, resistente a radiação solar e de fácil instalação. 

Um trabalho de geoprocessamento feito pela SMTU identificou e mapeou 3.358 paradas em Manaus. De acordo com órgão, os custos para a instalação de abrigos na cidade variam entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, dependendo do tamanho de cada estrutura. 

Prêmio

Recentemente, um concurso nacional de arquitetura para paradas de ônibus, premiou estudantes que desenvolveram modelos em concreto. Os vencedores foram os alunos Matheus Duarte Pardal e Igor Augusto Coimbra de Almeida, da Universidade Católica de Santos (SP). 

“Pensamos em um abrigo de ônibus que contribuiria para intermodalidade, por isso destinamos uma área com bicicletário. Esse projeto é flexível e pode ser adequado para um modelo mais compacto”, afirmou os vencedores do prêmio. 

O segundo lugar ficou com os estudantes Karine Pazemeckas de Faria, Vinicius Vulpini Zanluti e Gustavo de Almeida Beccari, da Universidade Federal do Paraná (UFPR),  e o terceiro lugar ficou com os estudantes Vinicius Muller do Valle e Ana Montrucchio Ilkiu, da Universidade Positivo (UP), de Curitiba (PR). O concurso recebeu 153 projetos de alunos de cinco países.

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