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Manaus
BICICLETAS

Usuários dizem que sistema de compartilhamento da ‘Manôbike’ é complicado

Com quase um mês de funcionamento, programa de bicicletas compartilhadas ainda não conquistou os usuários, que veem sistema muito complicado 06/05/2017 às 17:21 - Atualizado em 06/05/2017 às 21:03
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Edmar Ramos Machados gostaria de usar a bicicleta compartilhada, mas não usa celular e não pode baixar o aplicativo (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Sem ao menos ter completado um mês de lançamento, o programa de bicicleta compartilhada “Manôbike” vem apresentando uma coleção de problemas por falta de gestão destinada ao sistema. Os problemas vão desde o vandalismo até os operacionais que não têm funcionado plenamente.

Das 11 estações entregues, a 10ª, próxima a igreja dos Remédios, localizado na Miranda Leão, Centro, nem se encontra mais no local. Só é possível perceber que neste local tinha uma estação devido ao receptor de energia solar continuar no local juntamente com o ferro de demarcação. Mas, a área reservada para a estação, hoje virou estacionamento para os demais veículos, menos a bicicleta compartilhada.

Conforme os portais de notícia da prefeitura, a estação foi removida após ter sido alvo de um acidente, no qual o motorista fugiu do local. A estação ficou totalmente destruída. Uma nova estação será colocada em um prazo de 15 a 20 dias, segundo o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb). Como a retirada da estação destruída ocorreu no dia 26 do mês passado, a previsão é que na próxima semana essa estação seja substituída.

Até o momento, o sistema continua a operar só pelo aplicativo e com uma única forma de pagamento, o cartão de crédito. Por conta disso, muitos que desejam utilizar o sistema são barrados nesse quesito, mas aguardam o dia no qual será possível liberar a bicicleta para uso por meio do cartão Cidadão, o vale transporte.

Este é o caso do eletricista Edmar Ramos Machados, 46. Ele foi até o mercado municipal Adolpho Lisboa, e se deparou com uma das estações. O mesmo não conhecia o sistema e foi excluído do uso na primeira etapa, quando é necessário baixar o aplicativo. “Não tenho celular com essas tecnologias, logo não tenho como baixar o aplicativo. Poderia liberar a bicicleta com o cartão Cidadão, mas parece que esse sistema não está funcionando. A ideia é até boa, mas precisa deixar essas lacunas fechadas para todos que desejarem conhecer e utilizar, terem acesso”, comentou.

No caso da estação do Largo de São Sebastião, o taxista Zeca Cavalcante, 58, contou que todos os dias tem servido como guia para informar aos turistas como funciona o sistema. “Quase nenhum turista para olhar essa placa de informações. Quem organiza o sistema deveria buscar outros meios de informar sobre essas bikes. Não vi lugar nenhum divulgando o que esse projeto e como se utiliza, pois está faltando informação”, reforçou.

Casos de vandalismo

Até o momento, o Implurb registrou dois casos de maior gravidade de vandalismo em Manaus, um de uma bicicleta que teve o guidon quebrado e outro da estação 10, que sofreu um acidente e teve perda total, no último dia 26 de abril. “Dos casos de vandalismo, a maioria é de casos menores, como retrovisores quebrados, totalizando 27 e 4 casos de pneus furados. Das bikes que sofreram algum dano, 13 já foram reparadas pela empresa. Não há custo de manutenção para a prefeitura de Manaus. As bicicletas são reparadas em Manaus, pela empresa vencedora do chamamento público. A questão do vandalismo é uma situação de segurança pública, que infelizmente mancha a reputação da cidade”, informou o Implurb.

 

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