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Manaus
DESCASO

Usuários do Porto de Manaus sofrem com estrutura precária de escadaria

Das duas escadas que dão acesso à Balsa Amarela, apenas uma é utilizada, mesmo com a estrutura precária. A outra, com uma parte sem degraus, e completamente deteriorada, está inutilizada 10/01/2019 às 01:03
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Foto: Yasmin Feitosa
Luiz G. Melo Manaus (AM)

Quem desce pela primeira vez a escadaria da Balsa Amarela, no porto da Manaus Moderna, no Centro, já tem a incômoda sensação de que a estrutura vai ceder a qualquer momento. Praticamente sem corrimão, lixo por todos os degraus e as vigas comprometidas pela ferrugem, nem é preciso um olhar muito técnico para perceber que a escada não oferece nenhuma segurança aos trabalhadores e passageiros que transitam por ali todos os dias.

Detalhe: das duas escadas que dão acesso à balsa, apenas uma é utilizada, mesmo com a estrutura precária. A outra escadaria, com uma parte sem degraus, e completamente deteriorada, está inutilizada.

A equipe do Portal A Crítica esteve no local conversando com carregadores, os que mais correm riscos por descerem a escada carregando malas e mercadorias, e constatou que o risco de ferimentos graves e até de morte é uma constante para quem tira o sustento das atividades da Balsa Amarela.

“Todos os dias acontece algum acidente nessa escada, alguém se desequilibra e às vezes chega a cair na água. Agorinha mesmo um trabalhador caiu aí”, contou o venezuelano Javier de Jesús, que trabalha no porto há poucos dias, mas já testemunhou muitos acidentes. 

“Não tem corrimão pra se apoiar e quando chove fica pior porque os degraus ficam escorregadios, aumentando ainda mais o risco de alguém cair. Faz é tempo que não reformam essas escadas”, relata outro carregador, mais conhecido no local como “Araújo”.

O problema vem de anos. Em 7 de dezembro 2014, por exemplo, o Jornal A CRÍTICA publicou uma reportagem mostrando o comprometimento da estrutura, por onde cerca de 20 mil pessoas passam todos os dias. Em novembro do ano passado, o jornal voltou a mostrar que, mesmo diante de várias promessas de revitalização, aquele trecho da orla da cidade está “detonado”.

Na edição do dia 6 de janeiro de 2018, reportagem especial mostrou que a área só tem “moderna” no nome, com trânsito caótico e estruturas literalmente “caindo aos pedaços”.  Em novembro do ano passado, A CRÍTICA voltou a mostrar que, “com estrutura precária que coloca em risco a segurança de pedestres, a orla da Manaus Moderna não faz jus ao nome há anos e segue sem nenhuma reforma”.  A matéria também mostrou que no local há muretas quebradas e barracos, onde moradores de rua consomem drogas a luz do dia.

Consultada ontem pela reportagem para informar se há previsão de reforma para as escadas da Balsa Amarela, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) afirmou que executou obras na Manaus Moderna, mas que especificamente a balsa amarela não fez parte da reforma. “Mas, a Seminf irá fazer uma vistoria técnica  e analisar a melhor forma para melhorar a infraestrutura do local”, prometeu, novamente.

Revitalização da orla

Em  2015, a prefeitura lançou projeto de revitalização, de R$ 950 mil, que não saiu do papel, segundo a prefeitura explicou em 2018, porque a Caixa Econômica não liberou o valor acordado.  A Seminf ressaltou que, com recursos próprios, executou obras no pavimento, calçada, troca da iluminação e sinalização.

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