Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020
BILHETERIA ELETRÔNICA

Usuários reclamam da falta de aviso sobre mudanças em postos de recarga da SMTU

O Sinetram informou que apenas as unidades do bairro Alvorada, Djalma Batista e Codajás deixaram a parceria



zCID033101_p01.jpg O posto de recarga que funcionava nesta drogaria na Zona Sul foi desativado
31/10/2017 às 07:22

Sem divulgação prévia, usuários do transporte coletivo foram surpreendidos pela redução dos pontos de recarga de bilhetagem eletrônica em Manaus. A rede de drogarias FarmaBem, segundo funcionários, desistiu da parceria após aumento do número de assaltos e reclamações de clientes. 

Na manhã de ontem, a estudante do primeiro ano do ensino médio Janiele Oliveira Gomes, 15, foi surpreendida ao chegar na FarmaBem localizada na avenida Autaz Mirim. “A moça (atendente) me falou que desde o dia 23 a empresa encerrou a parceria com o Sinetram, agora eu vou me atrasar para a aula porque vou ter que ir a pé até outro ponto”, contou. 



A jovem contou que a funcionária disse que um dos motivos para o fim da parceria foi o aumento do número de assaltos nas drogarias da rede. A compra dos créditos é feita exclusivamente em dinheiro, sem a possibilidade de se utilizar cartões de crédito ou débito. “Parece que os bandidos estão assaltando mais, aí tiveram que acabar com esses pontos que ficavam mais próximos da comunidade”, lamentou. 

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Manaus (Sinetram) informou que apenas as unidades do bairro Alvorada, Djalma Batista e Codajás (na Cachoeirinha) deixaram a parceria, mas funcionários das drogarias disseram à reportagem que todas as drogarias deixarão de prestar o serviço, gradativamente. 

A unidade da drogaria localizada no Boulevard Álvaro Maia, na Zona Sul, inclusive, também encerrou o serviço ontem, conforme relatos de outra  funcionária. Segundo ela, além do perigo de assaltos, clientes se sentiam incomodados com o tempo de espera e com a “bagunça” provocada por alunos que iam recarregar as carteiras de estudante. 

Na drogaria localizada na avenida Codajás, no bairro Cachoeirinha, que fica próximo de escolas e de universidades, o serviço também foi cancelado na semana passada, segundo relatou uma funcionária. O motivo seria o aumento no número de assaltos em todas as drogarias que começaram a prestar o serviço e a tendência é que todas as unidades da rede deixem de prestar o serviço, disse. 

Transtornos

A redução no números de postos prejudica a rotina de usuários que já estavam acostumados com a mudança. “Antes eu precisava ir lá no T1 (na Constantino Nery), era cansativo e muito desgastante, não faz parte da minha rota. Aí quando mudaram e anunciaram novos postos ficou perfeito para a gente, esse aqui (no Boulevard) fica próximo da faculdade e do meu trabalho, facilitou bastante, mas agora nem sei como vai ser quando fechar. Não nos informaram e nem orientaram nada". 

Falta de informação e ‘descaso’

O universitário Stefano Alex Souza, 20, criticou a redução do número de locais para fazer a recarga sem ampla divulgação.  O estudante também foi surpreendido ao chegar na drogaria. “Eles não respeitam os usuários. A gente perde tempo para vir aqui e ser informado que não fazem mais a recarga. No mínimo eles deveriam ter avisado com dias de antecedência, é uma falta de respeito”, disse. 

Para a estudante Camila da Silva de Araújo, 22, o Sinetram deveria substituir os pontos na mesma área para que os usuários não fossem prejudicados. “O pessoal já estava acostumado com vários locais, mas e agora? Eles têm que colocar o serviço em outro comércio na mesma região”, orientou.

Pontos são 180, afirma Sinetram

O Sinetram informou que apenas três drogarias da rede pediram para deixar a parceria e que outros estabelecimentos próximos assumiram os postos, mas não apontou quais são. O sindicato informou ainda que mantém, em Manaus, cerca de 180 pontos de recarga de bilhetagem eletrônica em todos os bairros da cidade.

A Prefeitura de Manaus informou que a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU)  procura, em conjunto com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Manaus (Sinetram), manter os postos atuais e fiscaliza a operação dos mesmos para verificar se os serviços estão sendo efetivamente prestados. 


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