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ALERTA

Vacinação contra sarampo não alcançou meta entre crianças de 3 e 4 anos no AM

Estado acumula 2,3 mil casos da doença no acumulado do surto deste ano. Crianças menores de cinco anos são maior grupo de risco 07/11/2018 às 20:37
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

A meta de vacinação contra o sarampo entre crianças de 3 e 4 anos para este ano não foi alcançada no Amazonas. A informação foi divulgada pelo diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) nesta quarta-feira (7).

“Apesar de termos alcançado a meta de 97% na campanha nacional de vacinação, no Estado, quando analisamos por faixa etária, essa cobertura não foi alcançada, por exemplo, entre as crianças de 3 e 4 anos. A vacinação deve ser homogênea, pois o vírus do sarampo continua circulando de forma ativa no Estado", disse Bernardino, ressaltando ainda a situação de municípios que não estão atingindo a meta de vacinação de rotina.

Quatorze municípios que não alcançaram cobertura vacinal de rotina. São eles: Beruri, Codajás, Iranduba, Itacoatiara, Juruá, Manacapuru, Maués, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Parintins, São Gabriel da Cachoeira, Silves, Tabatinga e Tefé.

Nesta quinta-feira (8), cerca de 14 técnicos da FVS passarão por treinamento voltado para Atualização da Situação Epidemiológica do Sarampo no Estado e depois seguirão para os municípios prioritários para ajuda-los na definição de estratégias para o alcance das metas de vacinação de rotina, no bloqueio e na identificação de novos casos.

Segundo Bernardino, as ações de imunização são desenvolvidas pelas Secretarias Municipais de Saúde. Os técnicos da FVS seguirão in loco para fortalecer e reforçar junto às equipes dos municípios as ações de bloqueio imediato, investigação epidemiológica e busca ativa de novos casos. A estratégia recebeu apoio do Ministério da Saúde que, nessa terça-feira (6), enviou seis técnicos, para apoiar as ações de controle do sarampo na capital e no Estado.

"Precisamos do empenho de todos, tanto do setor da saúde quanto da população em geral. O maior grupo de risco ainda são crianças menores de cinco anos”, afirma Bernardino.

O diretor da FVS reforça que a vacinação é a única forma de eliminar o vírus e imunizar o público de risco. "A vacina tríplice viral (caxumba, rubéola e sarampo) é fornecida de forma rotineira em todas as unidades básica de saúde. A imunização é completa com duas doses para crianças a partir de seis meses e adultos até 29 anos. Quem ainda não foi vacinado é só buscar atendimento na unidade mais próxima de sua residência", alertou.

De acordo com a 33ª edição do Boletim Epidemiológico do Surto de Sarampo no Amazonas, da FVS, apenas Manaus e Manacapuru registraram notificação de casos de sarampo na última semana epidemiológica. Mas, para o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque, o declínio das notificações não demonstra que o perigo passou.

Ele acrescentou ainda que há necessidade urgente de imunizar todas as crianças de seis a 12 meses que não foram vacinadas, considerando que as mesmas são mais vulneráveis a ocorrência de formas graves e óbitos por sarampo.

2.357 casos de sarampo no Amazonas

Conforme o último Boletim Epidemiológico, o Surto de Sarampo no Amazonas traz no acumulado do ano 10.736 casos notificados, distribuídos em 51 municípios do Estado. Destes, 2.357 foram confirmados, em 33 municípios. Seguem em investigação 7.4025 casos e outros 954 foram descartados. Na última semana foram notificados 15 casos da doença em Manaus e um em Itacoatiara.

Até o momento, Manaus tem 1.637 casos confirmados de sarampo, seguido por 323 em Manacapuru, 61 em Itacoatiara, 53 em Parintins, 49 em Coari, 37 em Iranduba, 27 em Autazes, 22 em Novo Airão, 18 em Presidente Figueiredo, 16 Maués, 14 em Rio Preto da Eva, 12 Juruá, 09 em Manaquiri e 09 no Careiro.

A capital do Amazonas é responsável por 78% das notificações, e no interior Manacapuru é o município com maior número de notificação cerca de 9,7% de casos notificados, seguido por 2,3% em Itacoatiara, 1,2 em Iranduba, 1,1% Coari, 1,0% em Parintins, 0,8% em Juruá, 0,5% respectivamente em Autazes e Manaquiri e 4,8% distribuídos em 43 cidades amazonenses.

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