Sábado, 24 de Agosto de 2019
Manaus

Vazante expõe flutuante naufragado e coloca em risco navegações pelo rio Tarumã

O flutuante que afundou há dois meses, próximo à Marina Tauá, no rio Tarumã, Zona Oeste, ameaça as embarcações que trafegam pela região



1.gif Voadeiras passam próximo ao local em que naufragou o flutuante, há dois meses
11/10/2014 às 10:14

As pontas de ferro e madeira de um flutuante afundado há dois meses, próximo à Marina Tauá, no rio Tarumã, Zona Oeste, ameaçam embarcações que trafegam pela região fazendo o transporte de pessoas e cargas em direção à zona rural de Manaus.

O flutuante servia de garagem para o iate “Comandante Oscar”, de aproximadamente 27 metros. Um morador da região, que pediu para não ser identificado, informou que o barco e o flutuante pertencem a um empresário identificado como Carlos Cavalcante. Ainda segundo ele, o iate e o flutuante afundaram em uma manhã do mês de agosto, na Marina Tauá, próximo à beira do rio. O iate foi rebocado, porém o flutuante ficou submerso e oferecendo riscos a navegação.

O comandante do barco Teca, Manoel Sutuba, 51, faz muitas viagens naquela área e disse que as partes do flutuante que estão emersas (pontas de ferro) são uma ameaça aos outros barcos que navegam próximo. “Eu conheço muito bem esse rio, faço desvio sempre, mas essa ponta está um perigo para quem não conhece, basta apenas um arranhão para uma embarcação ir ao fundo em segundos”, afirmou Manoel.

O canoeiro Janderley Guedes de Barros, 32, comentou que durante a noite o local se torna mais perigoso, por não existir sinalização alertando que ali existe um material perfurante. “As pessoas não enxergam nada, não dá para ver essa bóias que estão marcando o local. Só é possível ver durante o dia, elas não são iluminadas, qualquer um pode bater e afundar”, alertou.

O maquinista Caio Silveira, 34, disse que durante o último fim de semana uma pessoa que estava em um jet ski não visualizou a ponta do flutuante e desviou em cima, por pouco não aconteceu um acidente. “Sorte do rapaz era que ele vinha com a velocidade baixa, se ele vem como um louco como os outros que passam, teria acontecido o pior. Isso é muito perigoso nos finais de semana esse rio fica cheio de barcos e jet skis”, disse.

De acordo com o tratorista Celso Melo, 40, no dia do naufrágio, o flutuante foi a pique primeiro e levou o iate em seguida para o fundo. Não houve feridos. Apenas o comandante do iate estava a bordo no momento do acidente, mas conseguiu escapar, pulando na água.

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