Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Manaus

Veículos antigos em exposição neste domingo (2) em Manaus

Apaixonados por relíquias do mundo automotivo irão apresentar veículos antigos neste domingo, na Bola da Suframa



1.jpg O evento é realizado pelos membros do Clube dos Carros Antigos e do Clube do Fusca, ambos de Manaus
02/11/2014 às 11:09

A exposição de carros antigos, um “hobby” entre um grupo pequeno de amigos, criou folêgo em dez anos de realização e virou uma atração cultural de Manaus, com encontros quinzenais para exibir raridades do mundo automotivo. Um dos últimos eventos do ano ocorre neste domingo, na Bola da Suframa, Zona Sul, a partir das 18h, e deve reunir cerca de 80 carros antigos. No evento, os proprietários se encarregarão de ministrar palestras informais em que contam, com grande orgulho, detalhes da história de cada modelo.

O evento é realizado pelos membros do Clube dos Carros Antigos e do Clube do Fusca, ambos de Manaus. Quem for ao local vai encher os olhos com carros que há muito tempo já não são visto nas ruas e nas linhas das montadoras, como o Opala, Passat, Maverick, Del Rei, Empala, Aero Willis, Santana, Ford F1, Chevette e Ford London, entre outros.

A exposição também irá reunir os “tataravós” de modelos que resistem com novas versões a cada ano, como o Corsa, Gol “cara chata” e “bola”, Voyage e Fiat Uno.

Aficionados

Os encontros para exibir os modelos raros são levado tão a sério pelos apaixonados por veículos antigos que membros dos clubes já passaram madrugadas inteiras consertando defeitos dos modelos só para exibí-los nos dias de exposição. E quem pensa que esse “hobby” é coisa pra gente com idade avançada, se engana. É o que defende o engenheiro mecatrônico Avelino Bulbol, de 25 anos, que costuma passar os finais de semana dando uma “força” para os amigos que não encontram mecânicos preparados para reparar os eventuais problemas nos modelos.

“Tem vários membros do grupo que têm entre 20 e 30 anos e simplemente gostam de carros antigos. Hoje, o evento é cheio de crianças. Muitos filhos dos proprietários dos carros antigos já vão sendo estimulados a gostar dos carros”, declarou.

Avelino afirmou que há quatro anos, quando os clubes e os eventos ganharam maiores proporções por causa das redes sociais, os grupos de amizade dele foi mudando. “O carro acabou sendo um pretexto para o encontro e convivência dessas pessoas, que viraram amigas. Hoje tenho mais contato com pessoas dos clubes que com amigos que estudaram comigo desde a educação infantil”, contou.

Donos de veículos antigos costumam se reunir aos finais de semana e também promover encontros e exposições

De fãs a mecânicos por opção

Nos finais de semana, os apaixonados por carros antigos costumam encontrar com amigos para ajudá-los a reparar os problemas que surgem naturalmente, por tempo de uso do veículo, contou o engenheiro mecatrônico Avelino Bulbol, 25.

“É muito difícil ter mecânicos que saibam e que gostem de cuidar de carros antigos. Às vezes demora muito a consertar porque os carros antigos têm outras características e o mecânico não quer ficar ocupando vaga na oficina dele. Então, acabamos aprendendo, com a curiosidade mesmo, a mexer e consertar os carros. Os meus finais de semana, quase todos, são na casa dos amigos, mexendo em carros antigos. Aí um leva a carne, outro a cerveja e vira uma festa”, declarou Avelino.

O maior tesouro de Avelino é o Empala que herdou do avô paterno, com cerca de 30 mil quilômetros rodados. “Meu avô comprou e usava pouco. Quando morreu, meu pai resolveu conservar e deixou na garagem. Quando completei 18 anos, pedi de presente”, contou.

Clube do Fusca foi o ‘pioneiro’ em Manaus

O Clube do Fusca foi o primeiro a reunir num grupo admiradores de carros antigos em Manaus e existe há cerca de 10 anos. Na sequência, se formou o Clube do Opala, mas proprietários e colecionadores de outros modelos antigos que não se viam representados pelo Fusca e Opala fundaram o Clube do Carro Antigo.

O presidente do Clube do Fusca, o administrador público Humberto Horta, 39, declarou que todos os grupos interagem e fazem eventos e encontros juntos. É o caso do encontro de hoje que deve reunir veículos com idade acima de 15 anos. Há um outro encontro, que reduz o número de participantes, mas que reúne carros de passeio ainda mais antigos, com idade mínima de 20 anos e ocorre na Praça do Congresso. “Tem evento que pessoas que não são do clube levam seus carros antigos. Uma vez apareceu um militar aposentado com um jipe de guerra, que não é mais usado”.

Beto, como é conhecido, também já fez ‘loucuras’ para turbinar a variedade da exposição de carros antigos. Uma delas ocorreu há poucos meses. No final de agosto esteve na fronteira do Brasil com o Paraguai para conseguir um modelo Gol GTI com pouco mais de 13 mil quilômetros rodados. “Espero que ele chegue antes do evento. Se não chegar, vou levar só no próximo, ainda em novembro. Eu sempre quis ter um carro desses, mas na época, o preço não deixava”, declarou.

Beto tem na garagem cinco modelos antigos, incluindo o fusca, sua maior paixão. “Uso eles mais para o passeio no final de semana e nos encontros. Mas há membros do grupo que usam o carro como segunda e primeira opção no dia a dia”, declarou.

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