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Velhos problemas surgem já no primeiro dia da nova Praça dos Remédios, no Centro de Manaus

Reaberta ontem ao público, logradouro daquele que foi o primeiro bairro da cidade dividiu opiniões e viu velhos problemas com população de rua 03/10/2014 às 10:48
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O único guarda se desdobrou alertando frequentadores que era proibido deitar nos bancos da nova praça dos Remédios
Perla Soares Manaus (AM)

A praça dos Remédios, localizada entres as ruas Miranda Leão e dos Barés, no Centro, foi reaberta ontem ao público e dividiu as opiniões dos frequentadores.

O empresário José Maria,  a esposa Mirian e a filha Josemirian, moradores do bairro Cidade Nova (Zona Norte), visitaram o local cedo e tiravam fotos da reforma. “Apesar da chuva fizemos questão de prestigiar este projeto, pois a preservação do patrimônio e de toda a história merece nota dez da população, uma vez que volta em definitivo a fazer parte do roteiro cultural e turístico de nossa cidade”, destacou José.

Quem também  aprovou a nova estrutura de urbanização foram  amigas que trabalham em uma loja próxima e a partir de agora tem endereço certo nos momentos de folga e também após o expediente.

“Cheguei a ser assaltada aqui antes das obras começarem. É muito bom voltar e ver que é possível melhorar a realidade de nossa cidade com projetos sérios que tem retorno imediato na qualidade de vida da população”, comemorou Natalie Carvalho, ao lado das amigas Karina Alencar e Jéssica Fernandes.

Pela manhã ainda havia movimentação de operários. A placa de inauguração estava sendo retocada depois de aberta ao público,  árvores estavam com escoras de ferro, e amarradas para não caírem, lâmpadas de duas iluminarias foram roubadas.

O  guarda que fazia a segurança do local estava se  desdobrando para avisar aos frequentadores  bêbados e moradores de rua,   que eles podiam sentar,  não deitar e nem colocar papelões no mobiliário urbano.

Para algumas pessoas que trabalham ao redor, a reforma demorou muito para pouco resultado. Conforme o embalador  Salomão Santos Filho, a reforma não valeu a pena. “Passou tanto tempo fechada que eu pensei que iria vir uma praça diferente, está a mesma coisa, só pintada, não tem nada de diferente, nem de novo, até os bêbados estão todos aí”, disse.

A vendedora Manuelle Freitas, 26, imaginou que depois da reforma a praça iria ser uma opção para o descanso, mas disse estar decepcionada. “Imaginei que a praça iria mudar, ganhar uma cara nova, um chafariz bem no meio, ou algo assim,  e eu ia poder repousar um pouco na hora do almoço”, disse. Manuelle ainda comentou que  o único guarda não está dando conta, ele vai passar o dia todo falando para não deitarem, e à noite, como vai ser?", indagou Manuelle.

Ainda de acordo com Manuelle, ontem pela manhã os funcionários do Atelier do Restauro estavam retocando a tinta do púlpito. E moradores de rua estavam colocando papelão para deitarem.

Investimento

De acordo com a direção de Patrimônio Histórico da Secretaria de Estado de Cultura  (SEC), a revitalização recompôs o projeto original da praça. Com o orçamento de R$ 1.248.441,21, a revitalização seguiu o cronograma de recuperação do patrimônio histórico do Governo do Amazonas.

Padrão

A ideia é seguir o modelo implantado  no largo São Sebastião, praça da Polícia, parque  Jéfferson Péres e praça do Congresso. A próxima etapa de obras na área, conforme a SEC, será a revitalização da Igreja dos Remédios e do prédio da Faculdade de Direito.


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