Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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CHEIA GRANDE EM 2017

Alerta de Cheia: cota máxima do rio Negro deve chegar aos 29,93 metros

O primeiro Alerta de Cheia foi divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM)


01/04/2017 às 05:00

Ao menos 15 bairros de Manaus serão atingidos, nos próximos meses, pelas águas do  rio Negro se  a cota máxima dele chegue aos 29,95 metros previstos pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e divulgada, ontem, no primeiro Alerta de Cheia deste ano.

O gerente de respostas aos desastres da Defesa Civil do Município, Ariomar Nobre, esteve presente a divulgação do alerta e informou que, na próxima semana, a secretaria irá retornar aos bairros que anualmente são atingidos pela cheia com o objetivo de levantar os dados necessários de atendimento e dar início a construção das pontes de acesso aos lugares mais vulneráveis. “Precisamos de um dado físico o quanto antes para iniciarmos  as ações de ajuda humanitária. Após esse levantamento, vamos realizar o cadastramento das famílias nos locais em que a situação for crítica” , disse Ariomar Nobre, acrescentando que as ações podem se limitar a concessão de ajuda humanitária, mas também ao deslocamento para  moradias temporárias com vistas a  evitar o contato direto com águas  insalubres.

Depois de iniciar a vazante, provavelmente no segundo semestre, a secretaria realizará a dedetização das moradias atingidas pelas águas do rio. “Caso a família necessite de nossa ajuda, pode entrar em contato com a nossa central no 199. Estamos trabalhando com todos os setores de forma integrada para minimizar qualquer situação de risco”, disse.

Conforme o gerente são pelo menos 80 pontos de risco em Manaus. “Estamos retornando a esses lugares pontuados tanto como área de risco por alagamento como também por desabamento para verificar a atual situação. Nos últimos anos, tivemos a retirada de muitas famílias dessas áreas, por conta disso não podemos afirmar no momento um número exato de quantos devem ser afetados com essa cheia”, comentou.

 O alerta
A pesquisadora do CPRM, Lunna Gripp, responsável por divulgar o primeiro alerta de cheia garantiu que o rio deve atingir uma cota entre  29,25 metros e 29,95 metros. “É importante alertarmos o quanto antes a população, principalmente os ribeirinhos para que possam se preparar, pois a cheia será bem a cima da cota máxima de 2016. Nossa previsão e de pelo menos 2,41 metros a cima da cheia do ano passado, algo próximo a cheia recorde”, detalhou.

Durante a explanação dos dados da cheia, a pesquisadora apresentou gráficos de monitoramento das principais estações de análise dos rios Negro e Solimões. Quando comparados com os resultados de 2012, as estações de Barcelos e São Gabriel da Cachoeira, nesses três primeiros meses os de 2017 ultrapassam a do ano da cheia histórica.

Marco Antônio Oliveira - Superintende do CPRM
Para Marco Antônio de Oliveira, o rio Negro deverá oscilar entre a cota 29,25 metros e 29,95 metros. “O que queremos indicar nesse alerta é que vamos ter uma cheia grande (quando ultrapassa os 29 metros) e que deverá atingir toda população de Manaus e também do interior, pois quem controla a subida das águas do rio Negro é o Solimões. Então,  se o rio Negro reflete uma cheia grande, logo o mesmo processo deve ocorrer em toda calha do Solimões, de Tabatinga até o baixo Amazonas”, analisou . Ontem, o Negro subiu 8 centímetros e foi  a cota de 27,27 metros, 40 centímetros abaixo da marca registrada no mesmo dia em  2012, ano da maior cheia. No dia 30 de Abril o Serviço Geológico do Brasil irá divulgar o segundo alerta de 2017, quando o processo de subida das água estará mais consolidado.

Temporada de Chuva deve se estender 
De acordo com o chefe da divisão de meteorologia do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Ricardo Dallarosa, a previsão e de muita chuva para os próximos meses em toda o Estado do Amazonas. “Teremos um efeito residual do fenômeno ‘La Niña’, que sempre produz aumento nas chuvas na região Amazônica e esteve bastante ativo nas Amazônias peruana e colombiana. Por conta dela, os rios começaram o ano com nível relativamente elevado, como foi o caso do Juruá, do Solimões, Amazonas e o próprio rio Negro. A expectativa para os próximos três meses é termos a permanência desta situação”, avaliou o meteorologista do Sipam.

Para Dallarosa, o fato de estarmos na estação chuvosa deixa a situação mais preocupante. Até o mês de maio deverá chover bastante na região. “Serão chuvas abundantes e por isso a preocupação com os volumes das águas e principalmente as populações ribeirinhas a serem afetadas”, disse. A contribuição da chuva será significativa no início desse trimestre para o aumento do volume das águas dos rios da região.

Defesa Civil monitora os municípios
O secretário-executivo de Defesa Civil do Amazonas, Fernando Pires, divulgou um  balanço da enchente de 2017. Até ontem, os municípios de Guajará, Ipixuna, Eirunepé e Itamarati estavam em Situação de Emergência, com  5.970 famílias afetadas. Dez municípios se encontravam em Situação de Alerta e sete em Situação de Atenção. 
Manacapuru está em  emergência devido a deslizamentos de terra e 41 famílias estavam afetadas. 

“Estamos  realizando um levantamento de acordo com os diagnósticos das calhas dos rios. Tudo está ocorrendo conforme as previsões. A primeira calha observada foi a do Juruá onde temos hoje quatro municípios em  emergência e mais dois em alerta. A primeira assistência foi encaminhada para esses municípios. A próxima calha em observação é a do alto Solimões e estamos preparados para as próximas situações no alto e  médio Solimões”, informou.

Conforme Pires, a Defesa Civil irá iniciar os trabalhos juntamente aos órgãos da prefeitura de Manaus para atender a capital. “A probabilidade é muito grande de um evento de grande magnitude na capital. Após destinarmos nossas atividades em Manaus iremos seguir com as calhas do baixo Amazonas e, diga-se de passagem, já se encontra em uma situação atípica, pois não era para estar  em Situação de Atenção”, comentou.

Pires informou que em Parintins o nível da água se encontra bem próximo a cota de alerta e da cota de transbordamento. “Estamos trabalhando em Parintins para um evento de cheia gradativa”, completou. A única calha sem preocupação para a Defesa Civil é a do Madeira. “A  enchente lá  está dentro da normalidade”, relatou o secretário.

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