Sábado, 24 de Agosto de 2019
Economia, Bebidas, Cervejas, Refrigerantes, Águas, Chope, Sindicerv

Venda de bebidas deve crescer 40% em Manaus

Apesar do período chuvoso na capital amazonense, a estimativa dos comerciantes locais é a de um quadro favorável da demanda por cervejas, durante este período do carnaval  



1.jpg O tempo chuvoso prejudicou, mesmo assim o segmento de bebidas alcoólicas diz que o saldo de vendas será bom
12/02/2013 às 12:13

Apesar de o tempo não estar ajudando - muito chuvoso - o comércio de bebidas alcoólicas está estimando aumento de 40% nas vendas neste Carnaval. Nessa segunda-feira (11), por exemplo, cervejas em lata praticamente sumiram das prateleiras dos supermercados, ainda pela manhã.

Com base em estatísticas do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a cada um grau a mais na temperatura, o consumo de cerveja cresce 0,28% no País. Se fosse período de verão (amazônico) em Manaus, o comércio de bebidas alcoólicas, refrigerantes e água estaria comemorando muito mais.

Supermercados
No Hiper DB da Paraíba, a sub-gerente de vendas Cinthia Ribeiro, que lida diretamente com o setor de líquidos, disse que a a cerveja é o “carro-chefe” da festa carnavalesca. “Não chega a ser como no Natal, mas as vendas estão boas”, disse.

Em meses normais, Cinthia informou que a meta de vendas ronda a casa dos R$ 1,10 milhão. Neste mês, por conta do Carnaval, a meta subiu para R$ 1,20 milhão.

As latas de cerveja (350 ml) no supermercado variavam entre R$ 1,19 – no caso da Brahma Fresh – e R$ 2,50, referente ao valor da Heineken. Já a faixa de preço das long necks variava de R$ 1,39 a R$ 2,39.

No supermercado Veneza, os preços giravam em torno de R$ 1,39 a R$ 1,93. O supervisor de loja Otávio dos Santos disse que a estimativa é que, em relação a igual período do ano anterior, as vendas de bebidas tenham crescido 25% e, quando comparadas a meses “normais”, aumentem em 50%. “E olha que a promoção do líquido só se inicia amanhã”, segundo Santos.

Postos
Nas lojas instaladas em postos de gasolina ou imediações deles, as vendas também estavam aquecidas ontem. Ozias Rodrigues, que gerencia uma dessas lojas num posto do bairro Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul de Manaus, informou que a cerveja Itaipava e Brahma são as marcas com maior demanda. Segundo ele, somente neste fim de semana, o estoque da cerveja, que era de 300 caixas, foi reduzido a cinquenta.

Rodrigues comentou que, de 100% da meta esperada de vendas para este segundo mês do ano, 40% devem ser de responsabilidade exclusiva da folia carnavalesca.

O professor de Educação Física, Márcio Pacheco, foi um dos que contribuíram para essa estimativa. Nessa segunda-feira, ele abasteceu o porta-malas do carro com cerveja para comemorar o Carnaval entre amigos e parentes.

Água
O foco do Carnaval é mais cerveja, de acordo com o diretor do Sindicato das Indústrias de Bebidas em geral de Manaus, Luiz Cruz, que também atua na diretoria da Magistral, que também, segundo ele, está obtendo bons resultados com a venda de água mineral e refrigerantes.

“O Carnaval, na verdade, está atrelado às grandes cervejarias. Quando fecham com exclusividade algum contrato destas festas, aproveitam para levar as suas próprias marcas de refrigerante também. Então as empresas regionais ficam a mercê disso”, ressaltou.

Tributação nas alturas
A folia de Carnaval também liberou a fome do “leão”. Com base em levantamento do instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), as bebidas têm a maior incidência de tributos nesta época: 76,66% na caipirinha, 62,20%, 62,20% no chope, 55,60% na cerveja e 46,47% no refrigerante em lata.

De acordo com o presidente do órgão, João Olenike, “por não serem itens considerados essenciais pela legislação brasileira, esses produtos têm uma elevada carga tributária”.

O relatório mostra que, assim como as bebidas, os adereços usados na data também não se livram do recheado imposto incidente nos valores. Dentre o preço das máscaras de lantejoulas, 42,71% correspondem a tributos. Os impostos também pesam 36,41% no preço da fantasia de tecido e 45,96% no colar havaiano.

Além disso, a pesquisa informou que o peso dos tributos equivale a 45,59% do preço da buzina a gás, 43,83% do valor do confete ou serpentina e 45,94% do spray de espuma.

Os que se dispuseram a viajar para conhecer os tradicionais desfiles das escola de samba do País também não conseguiram se livrar desta amarra tributária.

O estudo apontou que o leão abocanhou 36,28% do preço de um pacote de viagem que inclui hospedagem, transporte e ingressos para o sambódromo

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