Segunda-feira, 09 de Dezembro de 2019
ACIDENTE

Vendedor morre dias depois de sofrer queda dentro de ônibus em movimento

O acidente aconteceu às 9h30, da última segunda-feira (17), dentro do ônibus da linha 651, da empresa Expresso Coroado, que trafegava pela avenida Autaz Mirim



VENDEDOR0333.jpg Antônio Ervande Valério dos Santos, 59, tinha saído para ir trabalhar. As imagens gravadas dentro do coletivo mostram que ele viajava em pé, próximo a entrada de passageiros na hora do acidente (Foto: Jander Robson/Freelancer)
22/04/2017 às 15:29

O vendedor ambulante Antônio Ervande Valério dos Santos, de 59 anos, faleceu por volta de 18h15 desta sexta-feira (21), no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, quatro dias após sofrer uma queda dentro de um ônibus do sistema de transporte coletivo de Manaus. O acidente aconteceu às 9h30, da última segunda-feira (17), no ônibus da linha 651, da empresa Expresso Coroado, que trafegava pela avenida Autaz Mirim.

De acordo com o enteado da vítima Júlio Celso Cavalcante Ferreira, 39, Valério tinha saído para ir trabalhar. As imagens gravadas dentro do coletivo mostram que ele viajava em pé, próximo a entrada de passageiros, quando nas proximidades do supermercado Rodrigues, um carro Fiat Palio vermelho, de placa PHK-1202, entrou na frente do ônibus fazendo o motorista frear bruscamente.



“Na hora ele não aguentou se segurar e caiu com a cabeça em cima da borboleta do ônibus. Quebrou a cabeça e desmaiou. Nós só soubemos quando o pessoal da empresa, que estava acompanhando ele no hospital, nos ligou. Ele foi medicado e fez alguns exames no Platão Araujo, mas foi encaminhado para o João Lúcio para passar por uma avaliação neuro”, contou Júlio.

Conforme ele, Valério estava falando normal quando chegou ao João Lúcio, mas a avaliação do neuro não foi muito boa. “Eu ouvi o médico dizendo que ele estava com trauma, hemorragia interna e externa, precisava ficar internado. Achei que ele fosse passar logo pela cirurgia, mas isso não aconteceu. E só foi piorando. No final, quem estava cuidado dele era um clínico geral e uma enfermeira”, afirmou.

Para o arquiteto Luiz Carlos Cavalcante Ferreira, 36, outro enteado de Antônio Ervande, houve negligência no João Lúcio. “O neuro não acompanha mais o paciente que chega com trauma, quem faz isso é o clínico geral, que fica dando toda assistência sem ter conhecimento na área. Se um neuro tivesse acompanhando e autorizado a cirurgia no dia 18, o Valério teria ficado vivo”, declarou.

A viúva de Antônio Valério, Terezinha Cavalcante Ferreira, 61, disse que, apesar da empresa de transporte coletivo ter prestado assistência no período que ele estava internado e contribuído com o velório, a família pretende entrar com um processo judicial contra a mesma. “A empresa diz que a culpa é da pessoa que entrou com o carro na frente do ônibus, mas meu marido estava dentro do ônibus, à empresa tem responsabilidade de dá maior segurança aos seus passageiros”, enfatizou.

O velório do vendedor está acontecendo na rua onde morava no bairro Tancredo Nevez, Zona Centro-Sul. O enterro está marcado para às 16h deste sábado (22), no Cemitério Parque Tarumã, Zona Oeste.

 

 


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