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Vendedor de granadas no Facebook é ex-agente prisional

Luiz Eduardo de Souza da Silva, 24 anos, preso no fim da tarde da quarta-feira (21) por ofertar produtos de uso exclusivo das Forças Policiais, atuou durante 11 meses no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) 22/10/2015 às 15:26
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Luiz foi preso nesta quarta-feira (21)
Rafael Seixas Manaus (AM)

A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou, por meio de nota, que Luiz Eduardo de Souza da Silva, 24 anos, preso no fim da tarde da quarta-feira (21) por ofertar produtos de uso exclusivo das Forças Policiais numa página do Facebook, foi um agente prisional terceirizado do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) em 2011, tendo permanecido por 11 meses na função.

O rapaz foi preso por policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) no Auto Posto Netão, localizado na rua 27, n° 13, núcleo 4, Cidade Nova,  Zona Norte de Manaus. No momento do flagrante, ele portava um crachá de agente penitenciário do Estado.

Equipamentos, como algemas e granadas de efeito moral (de luz e som), eram vendidos por ele na página “Classificados AM”. “Estávamos investigando ele desde segunda-feira (19). Nos passamos por compradores no Facebook e marcamos um encontro no posto. Com ele foram apreendidas ainda cédulas falsificadas, totalizando R$ 459”, informou Cleitman Coelho, tenente-coronel responsável pelo Comando de Policiamento Especializado (CPE).

Na página em que oferecia os produtos, há diversos comentários de usuários negociando os preços e alguns, como o internauta Edilson Pinheiro, perguntando se Souza tinha em seu estoque um fuzil – armamento de uso exclusivo das Forças Armadas.

De acordo com o comandante Coelho, esses internautas serão investigados por meio do número de IP dos computadores. “É importante explicar que a origem desses equipamentos pode ser rastreada por meio do número do lote (presente nos materiais)”, informou.

O rapaz foi levado para o 6° Distrito Integrado de Polícia (DIP), no bairro Cidade Nova, na Zona Norte. O crime será investigado pela Polícia Civil.



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