Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Manaus

Vendedores ambulantes burlam fiscalização e retornam às calçadas do Centro de Manaus

Vários vendedores foram flagrados nas ruas do Centro da cidade vendendo carregadores de celular, DVDs e comida, mesmo depois do veto da Prefeitura  



1.gif Alguns vendedores ambulantes comercializavam, na sexta-feira, mingau e salada de fruta em carrinhos de obra adaptados
03/11/2014 às 09:08

Vários camelôs estão burlando a fiscalização e voltando para ruas do Centro onde a atividade ambulante não é mais permitida pela Prefeitura de Manaus. Aqueles que foram transferidos para as galerias populares, já inauguradas, e forem flagrados vendendo nas ruas podem perder os benefícios oferecidos pelo município.

Neste domingo (2), A CRÍTICA encontrou 12 pessoas vendendo diversos produtos na avenida Eduardo Ribeiro, Zona Sul, em pouco mais de 15 minutos andando na via. Em fevereiro deste ano, a Praça da Matriz, ‘Eduardo Ribeiro’ e ‘Sete de Setembro’ foram as primeiras avenidas e praça do Centro a terem os camelôs retirados das suas calçadas, no total de 650 ambulantes, uma tentativa do Município de reorganizar essa área da cidade que há décadas vem sendo ocupada pela economia informal.

A Secretaria Municipal do Centro (Semc), que vem atuando diretamente com os camelôs, informou que a fiscalização ficou sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab). Se os fiscais identificarem que o ambulante é um dos empreendedores das galerias populares, portanto, já tendo loja e demais benefícios oferecidos pela prefeitura, ele corre o risco de ser excluído do projeto. De acordo com a Semc, no primeiro momento, ocorre a notificação, mas, se continuar insistindo e for flagrado novamente pela fiscalização, perde os benefícios adquiridos. Os que não estão cadastrados, têm seus produtos apreendidos.

Na sexta-feira, alguns ambulantes que estavam na avenida Eduardo Ribeiro usavam mochilas e sacolas, de onde tiravam produtos diversos, como bolsas e brinquedos, para vender às pessoas que estavam passando pela via; outros, colocavam parte de suas mercadorias no pescoço, foi o caso de um homem, que estava na esquina da ‘Eduardo Ribeiro’ com rua Saldanha Marinho, vendendo chips e carregadores de celular e cartão de memória.

A CRÍTICA também verificou a presença de diversos vendedores de água e bebidas, que levavam as garrafinhas e latas de refrigerante em caixas de isopor e até em recipientes improvisados feitos com “balde de tinta”; além disso, os ambulantes vendiam mingau e salada de fruta em carrinhos de obra adaptados, e também banana frita, com saquinhos dispostos em bacia de alumínio.

Apreensão

Esta semana, a fiscalização da Sempab apreendeu, no Centro, máquina e carrinhos usados para venda de sucos, CDs e DVDs piratas, além de verduras. Em frente à Praça do Relógio, um ambulante estava vendendo facas de cozinha e, de acordo com a secretaria, teve o material apreendido porque já tinha sido notificado no dia anterior pela fiscalização da Sempab. Os ambulantes têm um prazo de cinco dias úteis para entrar com requerimento junto à secretaria a fim de reaver seus produtos. Os CDs e DVDs piratas foram encaminhados ao aterro sanitário para destruição e as mercadorias perecíveis, doadas à Cozinha Comunitária da Prefeitura, do bairro de Educandos, Zona Sul.

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