Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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CARISMA E TRABALHO

Vendedores do Shopping do Artesanato 'resistem' e querem mais atenção em Manaus

O Shopping do Artesanato fica localizado na avenida Djalma Batista, entre dois dos maiores complexos logísticos do Estado: os shoppings Amazonas e Plaza


14/04/2019 às 02:11

É impossível você entrar em locais da economia solidária como o Shopping do Artesanato, localizado na avenida Djalma Batista, e não se encantar com o carisma e doçura de homens e mulheres. Não, eles não são atenciosos apenas porque querem vender seus produtos. A história vai mais além, e é motivada pela batalha diária de pessoas que ganharam estímulo extra ao se transformarem em grandes artesões, a aprender artes e praticar a solidariedade.

A garra dessas pessoas é destacada, também, pelo fato delas enfrentarem a grandiosa concorrência não entre eles expositores, mas também por estarem sediados em um espaço entre dois maiores complexos logísticos do Estado: os shoppings Amazonas e Plaza. E, ao lado, um mini-complexo de galerias caracterizadas por lojas de produtos para aparelhos celular e alimentícios.

O Shopping do Artesanato é uma iniciativa da Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab). O espaço comercial foi inaugurado no dia 25 de outubro de 2018, com a finalidade de promover aos artesãos e empreendimentos econômicos solidários a exposição e comercialização dos seus produtos, o que resulta na geração de trabalho e renda.

Há 196 pessoas cadastradas no local pelos Programas da Economia Solidária e do Artesanato Amazonense. No total, são 69 lojas ocupadas no Shopping do Artesanato da Setrab (de ambos os programas). A ocupação da loja é feita por meio de seleção de Chamamento Público, segundo a Setrab.

O local concentra artesãos de entidades como a Associação dos Grupos Alternativos de Geração de Renda de Manaus (Assgager) - que existe há 18 anos - e da Paróquia Operária da Compensa, que vendem seus produtos com preços a partir de R$ 3 (valor do fuxico para amarrar o cabelo) nos boxes 83 e 85. Esses trabalhadores são conhecidos carinhosamente como “gages”.

Berenice Ferreira de Melo é uma das “gages” artesãs e comercializa produtos feitos por ela como confecção de camisas de meia a bordados, copa e cozinha e outros. Ela é oriunda de um dos cursos profissionalizantes e para confecção de bolsas que a Assgager promove. “Fiz o curso, aprendi a fazer bolsas e estou há seis anos nessa atividade”, conta a dona de casa.

Berenice destaca que há o cuidado com o material humano, mas ressalta a preocupação com a natureza na reciclagem. “Não desperdiçamos o material: nós reaproveitamos os retalhos de camisas, por exemplo, para fazer fuxiquinhos e colares”, disse Berenice, mostrando uma camisa de malha de algodão a R$ 35.

A Assgager tem uma trajetória de cursos e profissionalização, reforça a artesã Luzanira Varela, e o espaço no Shopping do Artesanato é uma luta do povo da economia solidária e dos artesãos. “Há muitos trabalhos bonitos e a Assgager é um dos grupos que estão aqui no local”, comentou.

“Bendito ao fruto entre as mulheres” nos boxes da Assgager, o artesão e marceneiro Edson Newton Silva faz produtos a partir de palets e madeira de reaproveitamento. “Comecei há pouco mais de 1 ano ao fazer as divisórias para o espaço da Assgager no Shopping do Artesanato. E não saí mais“, conta ele.

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Falta visibilidade

Apesar de toda a qualidade dos produtos a galeria ainda tem pouca visibilidade, e as artesãs também chamaram atenção para esse aspecto. “É um espaço muito bom para os artesãos e economia solidária, mas que precisa ser mais divulgado. Os manauaras ainda não conhecem esse espaço, falta circulação de pessoas”, explica Edssa Silva, presidente da Assgager, que fica na avenida Dom Pedro 1º, número 345, Compensa 2, Zona Oeste.

Exemplos

A dona de casa Berenice Ferreira de Melo e algumas das suas criações nos boxes da Associação dos Grupos Alternativos de Geração de Renda (Assgager): mudança de vida com o artesanato.

A graciosa artesã Goreth Oliveira, 60, está há mais de cinco anos no Grupo e sua especialidade é o bordado em fita em produtos de cama, mesa e banho. A toalha acima custa R$ 25.

“Bendito ao fruto entre as mulheres”, o artesão e marceneiro Edson Newton Silva é só satisfação ao colaborar com o projeto de solidariedade da Assgager e Pastoral Operária.

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