Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Manaus

Vendedores que atuam nos ônibus da cidade fecham o trânsito do T1 em protesto nesta quinta (12)

A ação é um protesto da classe contra o decreto municipal que proíbe a venda de produtos e a 'mendicância' dentro do transporte público da cidade



1.jpg Os vendedores ambulantes protestaram contra a proibição de vendas de produtos em ônibus da capital
12/02/2015 às 21:07

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Uma multidão de vendedores ambulantes, que comercializam balas, doces e picolés dentro dos coletivos da capital amazonense, fechou o trânsito dos ônibus dentro do Terminal 1 (T1), localizado na avenida Constantino Nery, bairro Centro, Zona Sul de Manaus, no final da tarde desta quinta-feira (12).



A ação, que começou por volta das 18h, é um protesto da classe contra o decreto municipal que proíbe a venda de produtos e a "mendicância" dentro do transporte público da cidade, noticiado pelo A CRÍTICA nesta terça-feira (10).

"Eu tenho uma filha de um ano e eu preciso desse trabalho, senão ela vai passar fome!", disse um vendedor identificado apenas como "André", e conhecido como "Kid da Muleta", 34, que lidera o movimento. Ele não deixou a deficiência na perna ficar no caminho de sua vontade de protestar contra o decreto e, em dado momento, se jogou na frente de um ônibus para que ele não passasse.


Outro manifestante, Plínio Jorge Castro, 40, explicou que os vendedores não estavam lá para destruir nada. "Trabalho com venda dentro de ônibus há mais de 10 anos e, do nada, não posso mais fazer isso. Todo mundo aqui é pai de família, é trabalhador, não queremos roubar. A manifestação não é para baderna, é para chamar a atenção das autoridades. É o que a gente quer", disse Plínio.

O tenente Cordeiro, da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), disse que chegou ao local por volta das 18h20 e conversou com os manifestantes para que eles se dispersassem. Até a publicação desta matéria, eles ainda estavam no local mas, segundo Plínio, eles iriam sair do local a qualquer minuto.

Com a paralisação do trânsito, a volta para casa de vários passageiros ficou prejudicada. "Eu tinha uma consulta agora às 20h e não vou conseguir chegar a tempo. Entendo que eles tenham direito de protestar, mas não precisava ser dessa forma agressiva", desabafou Renata Lima, que ficou mais de uma hora presa no T1.

Do que depender dos manifestantes, no entanto, a luta não acabou: "Na quinta-feira (19), depois do Carnaval, voltaremos aqui ao T1 para bloquear novamente o trânsito em protesto".


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