Terça-feira, 23 de Julho de 2019
Manaus

Vendedores resistem às ordens do Poder Público e avisam que lutarão por espaço em calçadas

Esforço da Prefeitura de Manaus para retirar ocupações irregulares do espaço público enfrenta resistência nos bairros e até mesmo no Centro da cidade



1.gif Na feira do Mutirão é difícil, até mesmo, de enxergar a calçada; pedestres disputam espaço com bancas de frutas, ambulantes e ainda expositores de lojas
07/11/2014 às 09:57

Enquanto a prefeitura investe na construção de shoppings populares com a intenção de retirar os camelôs das ruas, vendedores ambulantes que não possuem cadastro nem esperança de ocupar um lugar fixo desafiam a fiscalização para vender de calcinhas a eletroeletrônicos nas ruas. “Vamos ver quem vai cansar primeiro”, diz um deles, que preferiu não se identificar.

Problema que está sendo combatido na área central da cidade, a ocupação irregular de espaços públicos é uma prática cada vez mais comum nos bairros, multiplicada por ambulantes e outros nem tão “ambulantes” assim, que montam, nas calçadas, bancas que acabam virando pontos fixos e “expulsando” os pedestres.

Na feira do Mutirão, na rua Penetração, bairro Amazonino Mendes, entre as zonas Norte e Leste, vende-se de tudo e em qualquer lugar. Nas calçadas, o pedestre circula com dificuldade e a poluição, tanto sonora como visual, é grande. A água usada para lavar peixes escorre ao longo da rua. E não são só os camelôs que ocupam os lugares dos pedestres. Os manequins e expositores das lojas também avançam para as calçadas.

Os vendedores ambulantes que ocupam de forma irregular ruas e calçadas dizem que estão preparados para resistir a possíveis intervenções do poder público para retirá-los de lá. O camelô Carlos Antonio Libório, 34, avisou que não vai ser fácil retirá-los do local. “Essas pessoas trabalham aqui faz muito tempo, já tentaram tirar, mas não conseguiram e nem vão conseguir”, disse.

Ana Carolina da Silva Alecrim, 40, disse que a prefeitura já ofereceu um galpão, onde funcionaria um camelódromo. Mas a maioria dos camelôs afirma que a ideia não é bem vinda. “Aqui a gente fatura acima de R$ 1.000. Ninguém está interessado em bolsa ou cesta básica. Queremos trabalhar e ganhar dinheiro”.

Centro

Enquanto na Zona Leste ambulantes e camelôs tomam conta de ruas e calçadas, no Centro da cidade ambulantes seguem driblando a fiscalização. Ontem de manhã, enquanto fiscais da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab) circulavam na esquina da avenida Eduardo Ribeiro com avenida 7 Setembro, na outra esquina, o vendedor ambulante Anderson Cleiton Branches de Araújo, 28, fazia suas vendas normalmente, apesar da fiscalização. “Eles já me tomaram o material duas vezes, mas como não tenho cadastro e nem esperança de ter um ponto fixo, vou driblando os fiscais”.

Ainda no Centro, na rua Almirante Tamandaré, mais de 11 bancas de verduras ocupam as calçadas. O problema se repete no Terminal da Matriz, onde usuários de ônibus disputam espaço com os ambulantes, que não se intimidam com a fiscalização. “Quando eles aparecerem a gente corre”, disse a ambulante Ana Carolina Alecrim.

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