Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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REFUGIADOS

Grupo de venezuelanos se recusa a sair de acampamento na rodoviária de Manaus

Segundo a Sejusc, os refugiados não indígenas pediram recebimento de aluguel social e acolhimento em abrigos com quartos individuais


12/12/2018 às 09:54

Um grupo de venezuelanos não indígenas instalados ao lado do Terminal Rodoviário de Manaus se recusou, na noite dessa terça-feira (11), a sair do acampamento e ir para um abrigo na cidade. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), os refugiados solicitaram acolhimento em quartos individuais e o recebimento de aluguel social pago pelo Governo do Amazonas. 

Ao todo, havia 13 vagas disponíveis no abrigo Oásis, que fica no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul de Manaus. Entretanto, conforme a Sejusc, dos 13 venezuelanos que haviam concordado em ir para o acolhimento no abrigo – entre eles três homens e o resto mulheres e crianças menores de 5 anos –, 12 desistiram de última hora e apenas um deles, um homem adulto e solteiro, aceitou a transferência para o local. Ele afirmou que precisava ter um endereço fixo para regularizar a documentação e, assim, conseguir um emprego e, futuramente, trazer a família da Venezuela.

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De acordo com a Sejusc, a transferência dos 13 venezuelanos para o abrigo Oásis já estava acertada desde a semana passada, após terem sido feitas reuniões com representantes da sociedade civil organizada e secretarias do Estado e do Município. Havia sido acertada uma ação conjunta entre os órgãos para acolher e transferir os refugiados. Conforme a Sejusc, após uma triagem, foram selecionados para ir para o abrigo mulheres e crianças menores de 5 anos que apresentavam doenças de pulmão, além dos três homens adultos. Todos já haviam aceitado ir para o abrigo.

Ainda conforme a Sejus, o grupo se recusou a sair após um homem, não identificado, aparecer no local e os incitá-los. Os refugiados disseram que só aceitariam a transferência se fossem para um abrigo com quartos individuais e se recebessem aluguel social. A secretaria negou o pagamento dos valores, alegando que não existia verba disponível. 

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