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Verão aquece comércio e venda de ar condicionado cresce 30%

Calorão na capital amazonense salva lojas da crise. As vendas de aparelhos (ventilador e ar condicionado) e de gelados estão “bombando” 25/09/2015 às 14:04
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Na onda de calor que castiga Manaus, o volume de vendas de ar condicionado corresponde a 20% da venda total da loja City Lar, afirmou o gerente Júlio Monteiro
Saadya Jezine ---

Com recorde histórico de altas temperatura na capital amazonense, a população investe na compra de ar condicionado para amenizar a sensação térmica que ultrapassa 40 graus. O crescimento no volume de vendas do produto em comparação ao ano passado chegou a 30% em alguns estabelecimentos comerciais no centro da capital.

Estabelecimentos comerciais utilizam os aparelhos de ar condicionado em suas fachadas para atrair clientes, e emplaca o produto como carro-chefe nas vendas. O gerente da City Lar, Júlio Monteiro, afirmou que “Atualmente, o volume de vendas de ar condicionados corresponde a 20% da venda total da loja”. O resultado positivo corresponde tanto a vendas para pessoas físicas quanto para personalidades jurídicas, destacou Adailton Cruz, gerente de vendas de outra unidade da loja.

Júlio Monteiro destacou que o motivo que contribui para esse resultado nas vendas está ligado – além do calor – o fato do produto não ter apresentado alta significativa no seu preço, nos últimos meses.

A autônoma Kátia Lourenço resolveu substituir o antigo aparelho. “Não há rendimento. Mas se o preço não estivesse acessível, eu deixaria para prolongar essa compra. O antigo irá para sala agora, que antes não tinha nenhum”, afirmou.

Para a autônoma, a conta de energia é um fator importante a ser considerado no ato da compra. “Antes fiz uma pesquisa que, além de valores, incluiu a questão do consumo dos aparelhos, para não ter susto quando chegar a conta final do mês”, enfatizou Kátia. “Atualmente, os consumidores procuram mais por economia. A estética que por um tempo esteve em evidencia, hoje, tem que estar relacionada a redução de custos também”, disse Adailton.

Outros setores que também estão aquecidos nessa época quente do ano, são dos setores de bebidas, alimentos gelados – como é o caso dos sorvetes –, e produtos de praia, que na contramão da crise econômica brasileira, apresentaram alta ou estabilidade no volume de vendas.

Blog: Godofredo Chaves, vendedor de água de coco

O comerciante afirma que a venda do produto, no mesmo período do ano passado, estava em torno de 300 cocos diários, atualmente, o produto vende 50 unidades por dia. “Mas o calor contribui para a mudança dessa realidade. Já percebemos que em dias muito quentes, as vendas chegaram a 80 unidades”, destaca Godofredo Chaves. O comerciante afirma que percebeu a redução no início do ano e a situação se agravando com o tempo. No entanto, o clima quente aqueceu as vendas. A relação com a saúde é um dos fatores que com a venda do produto. “Existem pessoas que trabalham o dia todo no centro, além de outras que estão em passagem embaixo do sol, e não beber água traz problemas à saúde”, destacou.

Luis F. de Lima, diretor comercial da Sorveteria Happy Ice

A venda de sorvete que iniciou tímida no início do ano, mas ganhou forças nos últimos dias, quando o calor se intensificou, destacou o gerente comercial. A estratégia de marketing utilizada pelo estabelecimento também foi um dos fatores que contribuiu com a alavancada nas vendas. O diretor destaca que existe mercado para o amazonas por conta do clima. Alem disso, a empresa, que já abriu novas filiais, continua a comercialização do produto se reinventando. “O sorvete manipulado na pedra gelada, Happy Mix foi uma dessas novidades”. O estabelecimento contabilizou na quarta (23), Dia Mundial do Sorvete, 50% no aumento no volume de vendas.

Edilene Almeida, vendedora de bóias de plástico e piscina

Proprietária há mais de 30 anos do estabelecimento que vende piscina e boias de plástico, conta que o volume de vendas referente a esses itens poderia “estar melhor se o dólar não tivesse tão alto. O produto acaba chegando ao consumidor final bastante oneroso. Atualmente, vendo o dobro do valor que vendia ano passado, isso porquê o dólar está quase o dobro. Percebo que tem compradores que se interessam pelo produto, mas preferem não comprar quando veem o valor”, destacou a empreendedora.

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