Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021
Polêmica

Vereador acusa fiscais do Implurb de cobrarem propina e Órgão pede que parlamentar apresente provas

Além desta acusação, vereador Bessa (Solidariedade), em sessão na CMM, ameaçou agredir fiscais do órgão



implurb-720x407_25D41E8B-2E1C-48FF-B800-872EAF3AEB74.jpg Foto: Reprodução
28/09/2021 às 17:26

O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) reagiu à denúncia do vereador Bessa (Solidariedade) de que fiscais do órgão estariam cobrando propina para fazer vista grossa a irregularidades em obras. O diretor-presidente do Implurb, Carlos Valente, disse que “tanto o parlamentar quando qualquer cidadão que tiver informações similares deve formalizar a mesma na presidência ou na Ouvidoria”.

Na manhã desta terça-feira (28), durante sessão da Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador ameaçou agredir fiscais do órgão e prometeu “dar um couro”. Bessa destacou que nem todos os fiscais do Implurb têm essa conduta, mas “tem uma raça dentro da secretaria que vou te dizer”.

“Esse fiscal não encontra o Bessa num dia bem bacana, porque ele vai levar um couro, se ele me pega num dia legal (…) Se me pega num dia legal, ele vai ver só o que a gente faz com esse tipo de gente lá no Morro”, intimidou o vereador, que diz receber denúncias diárias sobre fiscais.

Apesar da contundência da denúncia, o vereador não apresentou nenhuma prova da cobrança de propina. Para tentar dar seriedade às denúncias, Bessa usou o exemplo de um vereador que não foi reeleito que teve a obra fiscalizada por um desses funcionários. Segundo ele, quando o fiscal soube que a obra era de um vereador, o servidor do Implurb teria recuado da cobrança.

Bessa ainda questionou ações do Implurb e também da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), que na visão dele são inúteis.

“A Prefeitura de Manaus, via Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), não compactua com qualquer ato de irregularidade e suspeitas de corrupção por parte de servidores públicos. Em relação à denúncia feita por vereador, na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), sobre possível cobrança de propina por parte de servidor lotado no órgão, o diretor-presidente do órgão, Carlos Valente, informa que tanto o parlamentar quando qualquer cidadão que tiver informações similares deve formalizar a mesma na presidência ou na Ouvidoria.”, registra a secretaria por meio de assessoria.

Ainda conforme a nota, a denúncia deve ser formalizada, com apresentação de provas, para ser aberta sindicância que vai apurar os fatos e fazer a devida investigação, dando ampla defesa ao denunciado. “Após a apreciação da denúncia e das provas, serão tomadas as medidas administrativas cabíveis, inclusive com exoneração de servidor, caso se comprovem os atos denunciados”.




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