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Manaus
REPERCUSÃO

Vereador diz que aluguéis de imóveis para creches em Manaus precisam ser avaliados

Após denúncia de A Crítica, Chico Preto (PMN) afirmou que imóveis alugados pela Semed precisam passar por uma avaliação de mercado. Base do prefeito na Câmara alega que a farra dos aluguéis é herança das gestões anteriores 08/05/2018 às 04:37
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Foto: Divulgação
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

O vereador Chico Preto (PMN) afirmou nessa segunda-feira (7) que é preciso uma avaliação mercadológica dos imóveis alugados para funcionamento de creches e escolas em virtude da celebração e renovação de contratos milionários. Já parlamentares da base do prefeito justificam que a farra dos aluguéis é uma herança das gestões anteriores e a única saída para não deixar crianças fora da sala de aula.

No domingo (6), uma reportagem do Portal A Crítica mostrou que passados cinco anos desde a denúncia de desvio de dinheiro público por meio da locação de imóveis para a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a pasta continua firmando contratos milionários para o funcionamento de escolas. Só em nome da empresa BLR Logística do Transporte Rodoviário de Cargas a secretaria mantém quatro contratos de locação no valor total R$ 6,1 milhões com prazo de cinco anos de vigência cada um. 

“Precisamos saber verdadeiramente se prédios valem o que a prefeitura está pagando. Percebemos que tem pessoas e empresas que escolheram o aluguel de imóveis para funcionamento de escolas como nicho de mercado. Qual o critério a prefeitura utiliza para escolha de determinado imóvel? Precisamos ver isso. Infelizmente, aqui na Câmara tentamos convocar os representantes para prestar esclarecimento, mas os demais vereadores não aprovam”, disse o vereador Chico Preto (PMN).

De acordo com o vice-presidente da Comissão de Educação (COMED), professor Samuel (PHS), a administração municipal busca reduzir a quantidade de imóveis alugados. O parlamentar disse que a locação é a saída na ausência de dinheiro para construção de novas unidades.

“É uma necessidade extrema. Não é possível construir escolas com ‘varinha de condão’. Existem prédios ruins, mas são saídas que a prefeitura têm. Nesses aluguéis, existem escolas com dificuldade de atender as necessidades das crianças e professores e o proprietário vai alterando o imóvel. Tem se trabalhado e vamos lutar para reduzir o número de escolas e os valores dos contratos”, disse.

Para o vereador Plínio Valério (PSDB), é necessário barganhar o preço dos contratos de aluguel dos imóveis e, sobretudo, verificar as condições do prédio.

Já o líder do prefeito, Joelson Silva (PSDB) afirmou que a construção de novas unidades por meio do Projeto de Expansão e Melhoria Educacional da Rede Pública Municipal de Manaus (Proemem) irá reduzir significativamente o número de imóveis alugados. Das 499 escolas municipais, 183 unidades funcionam em prédios alugados, segundo informações da Semed.

Polêmica antiga

Os contratos de locação da Semed já foram alvo de polêmica em agosto de 2013, quando Deuzamir Pereira (PSDB), então subsecretário de gestão da pasta, disse que havia uma quadrilha que desviava dinheiro público através de aluguéis. Ele desmentiu suas declarações dias depois e foi exonerado do cargo logo em seguida.

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