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Vereador estuda proposta de CPI para investigar a ‘Máfia do Lixo’

Comissão da Câmara Municipal de Manaus apresentou denúncia de que empresas estariam despejando resíduos sólidos em lixeiras clandestinas 02/06/2015 às 14:46
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Na última sexta-feira, membros da comissão de meio ambiente da Câmara Municipal levaram a denuncia ao Ministério Público
acritica.com Manaus (AM)

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Everaldo Farias (PV), declarou, nesta segunda-feira (1º), que está estudando  mecanismos para embasar a apresentação de um  requerimento para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) voltada a apurar a chamada ‘Máfia do Lixo’ na cidade, após reportagem do Jornal A Crítica este ano.

A investigação do caso iniciou há dois meses com a denúncia contra 21 empresas, entre elas multinacionais do Polo Industrial de Manaus (PIM), que estariam descartando de forma ilegal seus resíduos em dois pontos do município (Ramal do Brasileirinho e Estrada do Puraquequara, ambos na zona leste) fora dos padrões previstos na Lei 12.305/2010, que “Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos”.

Foto: Antônio Menezes

No mês passado, Everaldo solicitou da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) um relatório sobre as empresas que há mais de um ano vinham sendo notificadas por descumprimento da legislação e recebeu as informações na semana passada. O vereador encaminhou o caso ao procurador-chefe do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), Fábio Monteiro, que prometeu abrir um inquérito para apurar as denúncias.

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“Sabemos que, além dos casos de empresas que descartam seus resíduos clandestinamente, ou que contratam empresas que não realizam o serviço, de acordo com os padrões ambientais, existem outros, como as empresas de limpa-fossa que vêm depositando seu material em igarapés e precisam ser punidas. A CPI pretende apurar esses e outros crimes ambientais praticados por empresas para apontar os possíveis culpados e requerer providências das autoridades”, explicou Everaldo.

Saiba mais: Erro

A assessoria de imprensa do vereador Everaldo Farias e da Ecomix informaram que a empresa foi incluída, equivocadamente, no relatório de investigação da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), que está apurando denúncias de crimes ambientais praticados por empresas de Manaus.

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