Publicidade
Manaus
REVOLTA

Vereadora promete ir à delegacia denunciar presidente da Câmara

Joana D'Arc afirma que vem sofrendo assédio moral e psicológico por parte de Wilker Barreto. Hoje ela afirmou que teve seu direito de se pronunciar cerceado 30/05/2017 às 15:01 - Atualizado em 30/05/2017 às 15:31
Show 34606834640 16893fc726 k
Sessão de hoje foi encerrada enquanto Joana D'Arc estava na tribuna
acritica.com Manaus (AM)

A vereadora Joana D’arc, do Partido da República, prometeu hoje, em transmissão ao vivo pelo Facebook, ir à polícia  denunciar o crime de “assédio moral e psicológico” que, segundo ela, vem sendo praticado pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Wilker Barreto (PHS). 

Ela sustentou que é ameaçada constantemente de sofrer processo por quebra de decoro parlamentar por seus discursos na tribuna da Casa. O PR, partido de Joana, faz parte da oposição à gestão municipal.  Joana D’arc chorou na tribuna da Câmara na manhã desta terça-feira (30), ao ser impedida de manifestar sua opinião a respeito da “CPI da Manaus Ambiental”, proposta pelo vereador Sassá da Construção Civil (PT). 

No vídeo que está postado em sua página no Facebook, Joana já aparece na tribuna dizendo que recebeu autorização de Wilker Barreto para discursar por três minutos, mas que o tempo teria sido reduzido para dois minutos. Ela pede que o presidente cumpra com sua “palavra”. Wilker Barreto, então, encerra a sessão abruptamente. Joana permanece na tribuna e diz fará o discurso via Facebook. Nesse momento, o plenário se esvazia, mas Joana recebe o apoio de seis vereadores, que a cercam na tribuna para ouvir o seu discurso. 

Revoltada, a parlamentar diz que vai à delegacia registrar Boletim de Ocorrência contra Wilker Barreto. “Tenho (recebo) ameaça de uma presidência da Casa que sempre que a gente fala aqui diz que vai enquadrar na Comissão de Ética”, afirmou. “Se for para ficar omissa, prefiro perder meu mandato”, disse a parlamentar. “Sou advogada. Sou concursada. Não preciso disso para viver”. 
Joana D’arc ainda sustentou que Wilker Barreto “age como se fosse um comandante de quartel”. “Que não se cogite que é vitimismo porque está tudo gravado”, sentenciou. Ela disse aguardar retratação do presidente da CMM. Procurada no início da tarde, a assessoria da vereadora afirmou que ela ainda não conseguiu ir à delegacia “por estar abalada emocionalmente”. 

Por meio de nota, a Diretoria de Comunicação da Câmara Municipal de Manaus informou: “Sobre o episódio ocorrido na manhã desta terça-feira (30), na CMM, envolvendo a vereadora Joana e o presidente Wilker Barreto, a Diretoria de Comunicação da CMM informa que quando a sessão já se encaminhava para o encerramento, a vereadora solicitou uma questão de ordem em que a mesa-diretora considerou como improcedente e o presidente encerrou a sessão”.

Publicidade
Publicidade