Terça-feira, 07 de Abril de 2020
NA CMM

Vereadoras reagem à fala de Bolsonaro e saem em defesa de jornalista

Mirtes Salles (PL) disse que a declaração do presidente "apenas reforça o machismo contra as mulheres"; Professora Jacqueline (PHS) classificou fala de Bolsonaro como "comportamento desequilibrado”



vereadore1_D685E677-B95C-4B27-A67F-9EBC52BB7F22.JPG Foto: Divulgação
19/02/2020 às 13:50

A declaração dúbia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a jornalista da Folha de São Paulo em que ele diz que a profissional de imprensa “quis dar o furo”, acusando a jornalista do periódico paulista de ter tentado oferecer sexo em troca de informação repercutiu na Sessão Plenária da Câmara Municipal de Manaus desta quarta-feira (19).

A vereadora Mirtes Salles (PL) disse que a declaração de Bolsonaro apenas reforça o machismo contra as mulheres, e que a declaração do presidente colabora também para afirmação da violência contra a mulher.



“Infelizmente, a fala do presidente da República reflete uma machismo que nós mulheres ainda enfrentamos, agora enfrentar um machismo vindo da maior autoridade do país é lamentável, porque ele (Presidente da República) deveria ser a primeira pessoa a dar o exemplo. Quando um homem se dirige a uma mulher dando a entender que ela deveria usar o órgão sexual dela para trabalho, isso é muito sério”, declarou a vereadora que também é presidente da 18ª Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher (COMDPDM).

A vereadora professora Jacqueline (PHS) saiu em defesa do valor da liberdade de imprensa e chamou fala do presidente Bolsonaro “de comportamento desequilibrado”.

”É uma atitude de deboche do presidente. Primeiro, com a profissional, que é uma mulher, e segundo, um desrespeito com o trabalho da imprensa, que é livre na democracia. É uma forma de intimidar também as mulheres repórteres de fazer seu trabalho com riqueza. Observo que ele tem esse comportamento desequilibrado”, comentou a vereadora e membro da  COMDPDM.

A vereadora Glória Carratte e vice-presidente da Comissão de Defesa e Proteção dos Direitos da Mulher não usou a plenária e nem quis emitir opinião sobre a declaração do presidente Bolsonaro.

Após os discursos na tribuna da CMM dos vereadores Elias Emanuel (PSDB) e do vereador Sassá da Construção Civil (PT), que rechaçaram o ataque de Bolsonaro contra a jornalista da Folha de SP, o vereador Chico Preto (DC) divergiu sobre o conteúdo e forma da declaração. Chamou atenção para declarações antigas de Lula sobre mulheres, e não viu na declaração do presidente uma afronta ao jornalismo ou às mulheres.

“Ele não atacou em nada os valores da liberdade de imprensa, ele (Bolsonaro) emitiu a opinião dele, que está dentro da liberdade de expressão. Nesse episódio, especificamente, o presidente reproduziu uma fala que já é de conhecimento do Ministério Público de São Paulo, reafirmada na CPMI. Não vi a mesma fúria da imprensa no caso do Lula, as petistas de grelo duro, pelotas exportando veados, a gente não viu a mesma sanha, mesma defesa enfática”, defendeu o vereador.


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