Publicidade
Manaus
PRESSÃO

Vereadores cobram da Prefeitura planilha que justifique aumento na tarifa de ônibus

Audiência pública foi marcada para sexta-feira e parlamentares esperam que Prefeitura apresente dados que nunca foram mostrados à população 22/02/2017 às 13:43 - Atualizado em 22/02/2017 às 13:48
Show 33013698156 b16bff5173 k
Marcelo Serafim afirmou que a prefeitura é "acéfala" (Foto: Tiago Corrêa / CMM)
Camila Pereira Manaus (AM)

O aumento da passagem de ônibus para R$ 3,80 foi a tônica das discussões na Câmara Municipal de Manaus na manhã desta quarta-feira, um dia após o anúncio da nova tarifa. Os vereadores cobraram a apresentação da planilha de custos do sistema, marcada para uma audiência pública nesta sexta-feira, e o vereador Marcelo Serafim (PSB) chegou a chamar a prefeitura de "acéfala". 

Com a discussão em torno da retirada dos subsídios antes concedidos por Prefeitura de Manaus e Governo do Estado,  Marcelo Serafim, cujo partido tem representatividade na mesa diretora da Câmara, afirmou que Artur tomou a mesma medida que ele próprio condenava no governador José Melo. "A prefeitura se aproveita do fato da retirada do subsídio e dá outra martelada tirando também o dela. Ele antes condenava e agora faz o mesmo. O que o prefeito falava ontem não tem validade hoje. O que temos é uma prefeitura acéfala, que não tem mais responsabilidade com o transporte", disse Marcelo. 

Para ele, a saída é uma união geral entre o Executivo e o Legislativo para que Manaus possa ter "um transporte sério".  "É inconcebível que o prefeito Artur sente em cima da planilha e se negue a mostrar para a sociedade", criticou ele. 

Quem também cobrou a apresentação da planilha de custos foi a vereadora Joana D'Arc (PR), que esteve no Terminal de Integração 3 hoje pela manhã com o vereador Sassá da Construção Civil (PT).  Ambos foram de ônibus para a Câmara Municipal. "Nós já defendemos uma audiência pública antes do aumento desta terça-feira e fomos surpreendidos. Queremos que a planilha seja apresentada para verificar o que está acontecendo", afirmou ela. 

"A população precisa vir à audiência para ver quais vereadores estão do lado da população. Estou articulando com alguns vereadores para barrar o aumento.  Para aumentar tem que ter qualidade  e segurança. Wi-Fi não é solução,  vai dar é mais roubo. A solução seria o BRT", disse ele. 

O vereador Chico Preto (PMN) esteve na coletiva de Artur Neto em que ele anunciou o reajuste e afirmou que o prefeito agora ficou "obrigado" a ingressar em juízo contra o governador.  "Ele fez graves denúncias. A pergunta é: por que nada fez então? Agora ele é obrigado a ingressar em juízo contra o governador para recuperar o que ele deixou de recolher para Manaus. Ele não pode ficar de conversa fiada", afirmou Chico Preto,  criticando ainda o mistério em torno da planilha. "Já se passaram mais de quatro anos e não foram suficiente para se aprender a fazer uma planilha". 

Para o líder do prefeito na Câmara, Marcel Alexandre (PMDB), o aumento da tarifa já era uma "tragédia anunciada" quando o governador retirou os subsídios, medida tomada após a prefeitura reajustar a tarifa de R$ 3 para R$ 3,30. " Ainda tenho a esperança que ele reveja a posição dele. Se não houver, que em contrapartida se ofereça a melhor prestação de serviço". 

O vereador Álvaro Campelo (PP), da Comissão de Defesa do Consumidor, relembrou que órgãos que atuam nesta área entraram com ação pedindo a suspensão do aumento, mas ele acredita em uma solução pacífica. Para ele, se o governador voltar a conceder os subsídios, a Prefeitura pode recuar também, diminuindo a passagem. 

Já o vereador Gedeão Amorim (PMDB) defendeu a retirada dos subsídios. "Acho muito bonito que alguém diga que ficamos quatro anos sem fazer reajuste. Pior é agora que vamos ter que fazer o reajuste como um  todo. É melhor que tenhamos uma tarifa realista, que possamos cobrar o bom serviço. Muitos estão pleiteando a volta do subsídio, mas temos um Estado carente e devedor e uma prefeitura que está cheia de problemas, como vai botar subsídio no transporte?”, indagou.

Publicidade
Publicidade