Sábado, 20 de Abril de 2019
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CMM

Vereadores coletam assinaturas para abertura da CPI da tarifa de ônibus

Para instauração de uma CPI é necessário 14 assinaturas para o requerimento ser apresentado à mesa diretora


04/06/2018 às 17:44

Dois pedidos para abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) estão em fase de coleta de assinaturas para investigar a caixa-preta da planilha de custos das empresas de ônibus, documento que justificou o reajuste da tarifa de ônibus para R$ 3,80 em fevereiro de 2017.

O vereador Sassá da Construção Civil (PT) informou que está colhendo assinaturas para um pedido de CPI para investigar irregularidades no serviço prestado pelas empresas representadas pelo  Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sinetram). “O nosso papel na Casa é defender a população e não partido político. Não serei omisso. O Sinetram tem que ser investigado. O pau que for podre que se quebre”, afirmou.

Para instauração de uma CPI é necessário 14 assinaturas para o requerimento ser apresentado à mesa diretora.

A vereadora Joana D’arc (PR) argumentou que se essa proposta tivesse sido aprovada no ano passado, o sistema não estava essa bagunça que está hoje. Questionada sobre se o parlamento irá consegue transpor a muralha estabelecida pela base do prefeito, Joana D’arc afirmou que é chegada a hora da abertura da CPI do transporte público. “Estamos no momento certo. A Câmara tem que se posicionar. O povo não quer mais justificativa, desculpa ou audiência pública. Quer medidas efetivas”, avalia.

Na tribuna, Marcelo Serafim (PSB) afirmou que a Prefeitura de Manaus precisa tomar voz de comando do transporte público da cidade. O vereador disse que assina a CPI, mas que investigue tanto os empresários quanto o sindicato dos trabalhadores rodoviários.

Representante dos rodoviários, o vereador Jaildo (PCdoB) afirmou que assinou a CPI a ser apresentada pelo vereador Chico Preto (PMN) para investigar quem está falando a verdade. “A categoria sempre apoio, sempre esteve ao lado do Artur. É do mesmo lado, mas chegou no momento que não há mais como caminhar junto. A situação é trabalhista e é a prefeitura que tem o poder da concessão. A prefeitura que é o patrão e não está conseguindo impor, fica complicado. Cobra só o trabalhador e as empresas saem inertes”, criticou.

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