Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
POLÍTICA

Vereadores de Manaus decidem não aumentar o próprio salário em 2017

Segundo o presidente da CMM, Wilker Barreto (PHS), a decisão foi tomada em uma reunião de lideranças que pesou, principalmente, o orçamento reduzido do município e as condições econômicas e sociais atuais do País



1123204.JPG Se tivesse sido aprovado, o aumento teria causado um impacto de R$ 7,7 milhões nos próximos quatro anos de legislatura, 2017 a 2020 (Foto: Tiago Corrêa/CMM)
05/12/2016 às 15:54

Nesta segunda-feira (5), os vereadores da Câmara Municipal de Manaus (CMM) decidiram não aumentar seu próprio salário para o ano que vem. Atualmente ganhando R$ 15 mil por mês, os membros da Casa consideravam um aumento que os renderia R$ 18 mil por mês.

Segundo o presidente da CMM, Wilker Barreto (PHS), a decisão foi tomada em uma reunião de lideranças que pesou, principalmente, o orçamento reduzido do município e as condições econômicas e sociais atuais do País.

Se tivesse sido aprovado, o aumento teria causado um impacto de R$ 7,7 milhões nos próximos quatro anos de legislatura, 2017 a 2020. O impacto era um dos principais pontos que fazia Wilker ser contra a medida. Ele já havia dito que estava “difícil dar esse aumento” e esperava a colaboração dos colegas parlamentar para que houvesse um “corte na carne”.

A necessidade de corte foi manifestada por outros vereadores, que, no entanto, teceram críticas aos outros poderes. “A bem da verdade, quando eu discuto [reajuste], eu não discuto só o Parlamento, eu discuto o todo. Não adianta só o Parlamento dar a sua parte, a sua colaboração, cortar a sua própria carne. Acho que ele é importante, mas é uma parcela da democracia. Nós temos o Executivo, nós temos o Judiciário, todos esses órgãos e poderes que também têm que compreender que têm que dar a sua parcela de contribuição. É sempre o Parlamento está na linha de fogo. Tudo o que Legislativo puder fazer, haveremos de fazer. Espero que o Executivo e o Judiciário possam fazer também, porque há excessos em todos eles”, apontou Luis Mitoso (PSD).

Elias Emanuel (PSDB), líder do Governo na Casam, reafirmou que os parlamentares estão cientes do momento nacional. “Essa discussão, não escondo de ninguém. O reajuste do vereador só pode acontecer nesse momento agora, para a próxima legislatura, mas a gente não pode tomar essa medida sem se debruçar sobre o orçamento da Câmara e observar o clima e a ansiedade da sociedade. [...] A Câmara não vai tomar nenhum passo que esteja em descompasso com as vozes que vêm da rua”, declarou.

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