Segunda-feira, 06 de Julho de 2020
REPÚDIO

Vereadores de Manaus repudiam declarações de Bolsonaro contra Arthur Neto

O presidente teria citado o prefeito de Manaus como "aquele vagabundo". Parlamentares do município prestaram solidariedade a Arthur Neto, sua família e seu falecido pai, Arthur Virgílio Filho, durante sessão



20200514190524_526ef9fd-305d-464e-9e90-b58ff0a1593d.jpeg Foto: Divulgação
18/05/2020 às 13:58

Em sessão plenária virtual da Câmara Municipal de Manaus (CMM), realizada na manhã desta segunda-feira (18), vereadores repudiaram as falas do Presidente Jair Messias Bolsonaro, em reunião ministerial ocorrida no último dia 22 de abril.

De acordo com fontes, o presidente teria chamado Arthur de vagabundo e satirizado seu Pai, o ex-senador Arthur Virgílio Filho.  “Aquele ‘vagabundo’ do prefeito de Manaus, que está abrindo cova coletiva para enterrar gente e aumentar o índice da Covid. Vocês sabem filho de quem ele é, né?”, disse.



A moção de repúdio foi proposta pelo Vereador Raulzinho e subscrita por grande parte dos vereadores presentes na sessão. Dos parlamentares, apenas o líder da oposição, Chico Preto, se opôs.

Raulzinho, que pertence ao mesmo partido de Arthur, defendeu que os trabalhos realizados pelo prefeito têm sido de grande valor para a capital. O vereador lembrou também, que, Bolsonaro prometeu apoio em âmbitos federais, e não cumpriu.

Um dos primeiros a se manifestar, Sassá da construção civil atribuiu a Bolsonaro, as mais de 16 mil mortes por Corona Vírus (Covid-19) no Brasil e chamou o presidente de assassino.

Diego Afonso, do antigo partido do Presidente, Partido Social Liberal (PSL), reprovou as falas de Bolsonaro. O vereador afirmou o presidente não tem preparo algum para exercer seu cargo. Diego afirmou, também, que durante campanha não foi a favor do atual presidente.

O vereador Chico Preto, entretanto, chamou de caneladas políticas e trocas de farpas as falas entre Bolsonaro e Arthur. Chico defendeu o uso dos remédios defendidos pelo presidente como Cloroquina e Azitromicina, além de cobrar a distribuição gratuita desses, na rede de saúde pública. “A minha solidariedade é com o povo de Manaus”, finalizou.

 Hiram Nicolau (PSD) concordou com as afirmações de Chico Preto e afirmou que o prefeito respondeu “à altura”, porém sustentou que as ofensas pessoais ao ex-senador eram infundadas devido ao seu histórico político.

Arthur Virgílio Filho exerceu um mandato como deputado estadual em 1947,  deputado federal em 1959 e senador em 1963. Arthur Filho foi responsável pela criação da Universidade do Amazonas, sendo a primeira no Brasil e foi perseguido durante a ditadura militar ocorrida em 1964, defendida por Bolsonaro.

Texto: Maria Luiza Dacio

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