Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021
Clima Esquentou

Vereadores trocam indiretas após suspensão de licitações para construção de anexo e aluguel de picapes

Ambos os temas vêm gerando muita polêmica entre os parlamentares. Rodrigo Guedes e Amon Mandel foram os principais alvos de ‘alfinetadas’



show_show_cmm_BE982078-DA8C-4715-8B99-7ADF252C19A4.jpg Foto: Arquivo / A Crítica
20/09/2021 às 16:49

Durante a sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM) desta segunda-feira (20), vereadores da capital usaram seus momentos de fala para comentarem sobre a suspensão da construção do anexo II da Casa Legislativa, avaliada em R$ 31,9 milhões, e do cancelamento do aluguel de picapes para atender as necessidades dos parlamentares durante a função.

Ambos os temas vêm gerando muita polêmica entre os parlamentares. Alguns tentaram transformar a questão em um assunto de pauta positiva, mas outros vereadores mantiveram-se contrários aos projetos que foram suspensos na semana passada. Já a maioria preferiu jogar indiretas para os vereadores Rodrigo Guedes e Amon Mandel, que diante da mídia se posicionaram contrários aos projetos.

O vereador Rodrigo Guedes (PSC) insistiu que o dinheiro destinado ao chamado “puxadinho” devia ser utilizado pela Prefeitura de Manaus em benefícios para a população, como o programa Auxílio Manauara. “Com esse montante podemos construir dez escolas ou Unidades de Saúde. Sou a favor de que Ouçamos o povo”, disse.

Rodrigo Guedes destacou obras realizada na casa e seus valores, que também foram consideradas exageradas. “Tivemos o estacionamento que custou no de R$ 2 milhões e o Anexo I de quase R$ 5 milhões, entre outros”, disse.

Já o vereador Amom Mandel, disse que os parlamentares que não se posicionaram devem se posicionar sobre as questões. “Morre o espírito público quando os representantes populares deixam de escutar a vontade do povo. Para representar devidamente, é preciso estar em contato com as pessoas e saber que nossos maiores chefes são os que estão do lado de fora desta Casa. Minha oposição não é eleitoral ou discurso, é baseada em princípios e ideais”, frisou Mandel.

CLIMA TENSO

O clima parece ter esquentado nos bastidores da CMM, já que muitos parlamentares foram para a tribuna para se defender de ataques sofridos.

O vereador Allan Campêlo disse que os ataques sofridos por ele nada mais são do que estratégia eleitoreiras. O vereador Sassá da Construção (PT) disse que ninguém o perguntou se era contra ou a favor dos projetos. “Ao invés disso, nos pintaram como covardes e os vereadores Amon Mandel e Rodrigo Guedes ficaram como ídolos”, disse.

Sassá também afirmou que existem parlamentares que pagam blogs para falar mal de colegas e que iria tomar providências sobre isso.

Já o vereador Carpê Andrade (Republicanos), que se posicionou contra a construção do Anexo II e o aluguel de veículos, reafirmou seu posicionamento, mas alfinetou Mandel e Guedes, por se colocarem na posição de ‘heróis’.

“Concordo com todas as palavras do vereador Rodrigo Guedes. Mas, discordo quando fala que essa é uma luta apenas dele e do vereador Amom. Parece que são dois ‘heróis’, como se apenas eles levantassem essa bandeira”, reclamou.

PAUTAS

Ambas as pautas foram suspensas na CMM na última sexta-feira (17), incluindo o processo licitatório do Pregão presencial para locação de 41 picapes.

Esse processo deve ser revisado, “a fim de que não pairem dúvidas quanto à necessidade e, bem como, em relação a viabilidade técnica e econômica da contratação do serviço”, declarou em nota a mesa diretora.




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