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Vigilâncias se unem para combater mosquito transmissor da dengue e da Chikungunya

Se encontrado criadouros do Aedes Aegypti, a Vigilância Sanitária pode autuar proprietários do estabelecimento e multá-los em valores de R$ 900 e R$ 9 mil 29/08/2015 às 11:39
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718 pontos estratégicos de monitoramento permanente são considerados pela secretaria em várias áreas da cidade.
Isabelle Valois ---

Os cuidados com a água parada precisam ser contínuos e, por causa disso, o Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus) e a Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) realizaram, ontem, uma blitz para o controle do mosquito Aedes Aegypti, em borracharias e lojas de sucatas da Zona Norte.

Conforme o secretário da Semsa , Homero de Miranda Leão Neto, a secretaria realiza o monitoramento de mais de 718 pontos de proliferação do aedes em Manaus. “A Semsa monitora esses locais de forma periódica e, nas visitas a eles, oferecemos uma orientação para evitar a formação de possíveis criadouros do mosquito, transmissor do vírus da dengue e da febre chikungunya, além de verificar se os proprietários desses locais, como borracharia e sucatas, estão tendo estes cuidado”, afirmou.

O secretário explicou que nos locais onde encontram um foco maior, a Vigilância Sanitária pode autuar os proprietários do estabelecimento e multá-los em valores  que podem variar entre R$ 900 e R$ 9 mil. “Isso é feito para evitar que a cidade tenha qualquer tipo de agravação nessas doenças”, explicou Homero.

A chefe do Núcleo de Controle da Dengue da Semsa, Ruth Carrea de Freitas, informou que as vistorias em conjunto começaram neste ano. A primeira zona que recebeu a blitz foi a Leste e depois a Zona Norte. “Para este ano, ainda devemos avançar com a ação para as Zonas Oeste e Sul. É necessário lembrarmos que qualquer tipo de água parada pode ser um alvo para o criadouro do mosquito, uma simples chuva ou chuvisco que parar em uma lata, pneu, tampa pode ser um alvo fatal”, informou.

Para evitar este tipo de problema, a Prefeitura de Manaus contratou uma empresa para realizar a coleta dos pneus não mais utilizáveis nas borracharias, sendo uma forma de inibir a prática de jogar o material em qualquer quintal onde pode servir para o acúmulo de água e criadouro do  Aedes aegypti.

Boa parte de onde a ação tem passado, os agentes realizam um cadastro da borracharia, onde o caminhão de coleta deve passar.  

Proprietários atentos para o problema

O proprietário de uma borracharia da avenida Noel Nutels, Cidade Nova, Douglas Ricardo Silva Costa, 21, contou que há três anos que possui o negócio e  tem tido cuidado diário com os pneus que não são mais utilizáveis.

“Minha borracharia está cadastrada na coleta feita por uma empresa terceirizada da prefeitura, mas como as pessoas descobriram que os pneus servem para fazer barragem, difícil sobrar um pneu para ser coletado”, contou.

No caso do proprietário de uma outra borracharia na Zona Norte, Francinilson Batista, 26, desde que começou o acompanhamento da secretaria sempre mantém a  borracharia dele  de forma adequada para evitar a criação de mosquitos.

“Além de tudo, lavamos os pneus e colocamos em um local onde não se tenha contado com a água, pois além disso eu sei muito bem que o acúmulo até de sujeira pode gerar doenças graves até para os meus funcionários”, explicouFrancinilson Batista.

Equipes

O trabalho da vistoria começou na comunidade Francisca Mendes, no bairro Cidade de Deus, e contou com agentes de endemias dos departamentos de Vigilância Ambiental e Epidemiológica (Dvae) e de fiscais da Vigilância Sanitária (Visa Manaus).

Em números

718 pontos estratégicos de monitoramento permanente são considerados pela secretaria em várias áreas da cidade. Os principais são borracharias, locais de vendas de ferro velho e sucata, cemitérios e oficinas, entre outros.

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