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Vigilantes paralisam atividades por um dia e o setor bancário é o mais afetado

Ontem, a categoria protestou em frente à sede do governo para debater medida com o governador, porém o secretário de Planejamento argumentou que os cortes eram necessários 15/08/2015 às 13:40
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O plano do governador Melo inclui a substituição desses profissionais na Arena da Amazônia, no Teatro Amazonas e em escolas e hospitais públicos.
Saadya Jezine ---

Protesto dos vigilantes prejudicou o atendimento bancário ontem, quando 12 agências foram fechadas por medida de segurança. Aproximadamente 400 trabalhadores da categoria cruzaram seus braços em protesto ao pronunciamento do governador José Melo há um mês, que comunicou que uma das medidas para conter gastos do governo é a substituição de vigilantes por agentes de portaria nos órgãos públicos. A paralisação foi organizada pelo Sindicato dos Vigilantes de Manaus (Sindevam).

O plano do governador Melo inclui a substituição desses profissionais na Arena da Amazônia, no Teatro Amazonas e em escolas e hospitais públicos. “Esses locais ficarão sem o serviço de vigilância especializada. Deve-se atentar que os agentes de portaria não são preparados para fazer segurança patrimonial”, alerta Valderli Bernardo, presidente do Sindevan.

Se a medida anunciada for concretizada, o sindicato avalia que 4 mil profissionais da área serão demitidos. “A situação se agrava quando comparamos o quadro anterior de demissões já registrado. Desde o ano passado pelo menos 2 mil trabalhadores em vigilância já foram demitidos”, complementas.

O presidente do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), Nindberg Barbosa, afirmou que a luta dos vigilantes é legítima e o que os sindicatos – bancários e vigilantes – dialogaram a fim de manter controlada a paralisação.

“Acredito que o prejuízo para as agências não foi quantitativo, porque os clientes que tentaram fazer suas transações se deslocaram para uma agência mais próxima”, destacou o sindicalista. Barbosa também afirmou que a categoria é independente e, por esse motivo, os bancos não devem substituir vigilantes por agentes.

O presidente do Sindevan não descarta a possibilidade de greve “caso não haja sensibilização por parte do governo”. O microempresário Jorge Nascimento, 38, só não entende porquê o protesto ocorreu em agências bancárias se a medida do governo será direcionada a órgãos públicos. “Só acho estranho”, disse.

Cortes

No dia 13 de julho, os vigilantes foram para a frente da sede do governo debater a medida com o governador. Foram recebidos pelo secretário de Planejamento, Thomaz Nogueira, que argumentou que os cortes eram necessários.

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