Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Manaus

Vigilantes protestam contra licitação que substitui classe por agentes de portaria em Manaus

Grupo realizou manifestação na manhã desta segunda-feira. Após ato, sindicato seguiu para reunião com titular da Seplanct, Thomaz Nogueira



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Reunião entre vigilantes e titular da Seplanct
13/07/2015 às 16:10

Membros do Sindicato dos Vigilantes de Manaus (Sindevam) promoveram um protesto na manhã desta segunda-feira (13) em frente à sede do Governo do Estado, na Compensa. O grupo contesta uma licitação aberta pelo Governo que substitui os vigilantes armados por agentes de portaria. 

"Esses agentes de portaria não tem a qualificação que nós temos. O Governo está entregando o patrimônio público e a segurança das pessoas para quem não tem o preparo adequado", declarou o presidente do Sindevam, Valderli Bernardo.

Ainda de acordo com o grupo, cerca de 4 mil trabalhadores podem ficar desempregados. A classe informou também que o processo licitatório estava previsto para acontecer hoje, mas foi suspenso por vícios no edital.

A Casa Civil encaminhou os manifestantes para uma reunião com o titular da Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplanct), Thomaz Nogueira. 

Reunião

Uma nova reunião para a próxima terça-feira, dia 21 de julho, foi acertada entre Thomaz Nogueira e os representantes do Sindevam para tratar da eventual substituição da segurança armada por agentes de portaria como medida para o enxugamento de custos do governo.

Um estudo com mapeamento dos setores da administração pública estadual que podem operar com agentes de portaria sem comprometer a segurança patrimonial e de pessoal está sendo concluído pelo Comitê Estratégico de Gestão do Estado.

Thomaz Nogueira disse aos membros da diretoria do Sindevam que o governo está empreendendo um grande esforço para garantir a  manutenção da máquina pública mesmo com os impactos da crise econômica que afeta o País como um todo e, sobretudo, o Amazonas. “Tivemos o pior primeiro semestre da história, com uma perda de R$ 200 milhões na arrecadação”, comentou o secretário.

Segundo o governo, a repactuação de contratos com empresas terceirizadas de segurança é uma ação que se faz necessária na tarefa de diminuir os gastos. “O Estado vem fazendo o seu papel. Já cortou 702 cargos e custos de operação, mas a crise de aprofundou. Não é uma medida que agrade, mas o nosso compromisso é com a governabilidade”, acrescentou Nogueira.

Entre as medidas estudadas pela equipe de técnicos do governo estão a utilização de agentes de portaria durante o dia e agentes da policia militar durante a noite, nos órgãos que podem operar com esse modelo de segurança. “É uma forma de racionalização dos gastos com o menor dano possível”, ponderou.


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