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Manaus
Protesto silêncioso

Vigília chama a atenção para o aumento dos casos de violência contra a mulher

A ação faz parte da campanha '16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres', lançada nesta sexta-feira (25) 26/11/2016 às 12:10
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O Amazonas foi sexto estado que mais cresceu em números de homicídios de mulheres no país
acritica.com Manaus (AM)

Informações divulgadas pelo Mapa da Violência de 2015 mostram números alarmantes: o número de homicídios de mulheres no Amazonas teve um aumento de 174,3% entre 2003 e 2013. Estado foi o sexto que mais cresceu em números de homicídios de mulheres no país.

Para chamar a atenção da população para a causa, uma vigília foi organizada pela Marcha Mundial de Mulheres em parceria com a Articulações de Mulheres do Amazonas, Aratrama, Associação Nossa Senhora da Conceição, Sejusc, Cedim, Casa Abrigo Antônia Priantes, Cream e CUT na noite desta sexta-feira (25). A ação faz parte da campanha '16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres'.

Na praia da Ponta Negra, 100 cruzes foram enterradas na areia e velas foram acesas num protesto silencioso. Nomes de mulheres vítimas de violência que ficaram conhecidos na mídia, como o caso da líder comunitária Dora Priante, que foi sequestrada e torturada por criminosos, e da soldado do Batalhão Ambiental Deusiane Pinheiro, que foi encontrada morta, foram relembrados no ato que chamou a atenção de quem passou pelo local.

De acordo com Francy Guedes, coordenadora da Macha Mundial das Mulheres no Amazonas, durante os 16 dias de campanha os movimentos ligados a defesa dos direito das mulheres devem organizar outros atos. “Precisamos chamar a atenção da população para essa causa, todos os dias muitas mulheres são assassinadas e infelizmente não temos uma resposta da justiça para esses casos, que crescem a cada dia”, contou Francy.

A coordenadora acredita que a falta de denúncia e de penalidades mais severas contribuíram para o aumento no número de mortes. “As mulheres vítimas de violência precisam denunciar, precisam pedir ajuda, precisam sair do silêncio. O poder público também precisa fazer sua parte, precisam dar uma resposta para a população, isso não pode continuar acontecendo”, disse.

Campanha

A abertura da campanha ‘16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres’ ocorreu nesta sexta-feira, no Centro de Convivência da Família Padre Pedro Vignolia, na Cidade Nova, Zona Norte. De ontem até o próximo dia 10, ações de cidadania serão realizadas, por meio da Secretaria Executiva de Política para Mulheres (SEPM) da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), visando fortalecer o combate à violência e sensibilizar a população sobre a temática.

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