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Vindo do frio abaixo de zero da Antártida, navio aporta com mais de mil turistas em Manaus

Noruegueses e norte-americanos estavam entre os turistas que desembarcaram no Porto de Manaus para visita de um dia 02/03/2015 às 10:45
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Apesar de tem vindos de lugares onde o frio é predominante, os turistas não reclamaram do calor que fazia na cidade
Natália Caplan Manaus (AM)

Com 1,1 mil pessoas, entre passageiros e tripulantes, o navio M/S Prinsendam atracou no Porto de Manaus no último sábado, vindos do frio abaixo de zero da Antártida. O navio deu continuidade ao passeio de 68 dias na tarde deste domingo (1), com destino ao litoral brasileiro. Alguns estrangeiros, porém, não se importaram com a diferença de temperatura.

“São dois climas totalmente diferentes e extremos: um é frio demais e o outro é muito quente. É nossa primeira vez na América do Sul e estivemos em Santos (São Paulo), Rio de Janeiro, Belém (PA) e Natal (RN). Então, nos adaptamos bem”, disse Svein Foss, 71. A esposa dele, Ragnhild Siem, 64, concordou e afirmou ter se preparado bem para a viagem. “Sabíamos o que íamos enfrentar e trouxemos roupas apropriadas para cada lugar”, completou.

Natural da Noruega, o casal de aposentados estava animado em visitar à Amazônia pela primeira vez, mesmo que por pouco mais de 24 horas. Ele estava com a programação definida antes mesmo de pisar em solo manauense. “Hoje (sábado), vamos conhecer o Teatro Amazonas e alguns pontos históricos do Centro. Amanhã, vamos pegar um barco bem cedo e conhecer uma comunidade indígena e os ‘golfinhos cor de rosa’ (botos)”, adiantou.

Questionados sobre o que sabiam da região e o que esperavam encontrar, ambos demonstraram ter feito o “dever de casa”, ao detalhar um vasto conhecimento da floresta. “Pesquisamos muito. Sabemos que é a maior floresta tropical existente e que detém mais de 20% da água do planeta. Ela abriga muitos animais exóticos e povos que moram em cima da água”, afirmou Foss, visivelmente empolgado.

Apesar de declararem que o Amazonas seria o ápice do cruzeiro com duração de pouco mais de dois meses, os noruegueses revelaram que esta seria a primeira e última passagem deles pelo Brasil. O motivo? A distância. “É uma daquelas oportunidades únicas que a vida concede. Infelizmente, não voltaremos mais. Bem que gostaríamos, mas é muito longe e nosso lugar é na Europa”, concluiu Ragnhild.

Primeira impressão

Diferentemente do casal, Mary K. Levins, 65, tem planos de voltar. Porém, da próxima vez, virá de avião. Ela aproveitou o fim de semana para visitar um compatriota, que casou com uma brasileira e mora em Manaus e disse estar impressionada com a recepção dos brasileiros. “Eu realmente estou muito surpresa com as pessoas, são muito receptivas e agradáveis conosco. Estou tendo um tempo maravilhoso até agora”, afirmou.

Natural de Las Vegas, em Nevada, a norte-americana está acostumada a enfrentar temperaturas mais baixas e neve. Porém, não reclamou da “quentura” tropical. Pelo contrário, gostaria de ficar mais tempo para aproveitar o clima e garantiu que voltará em 2016. “Eu moro em um lugar onde o frio é comum, mas não estou achando tão quente. Eu estou gostando e minha pele também”, completou. “Vou voltar ao Brasil para as Olimpíadas”, ressaltou.

Aproveitando cada momento

Encantados com as belezas naturais, os gringos não perdiam um momento do tour pela cidade para fazer registros fotográficos dos pontos turísticos

Enquanto alguns turistas deixaram o navio com mal estar, devido a temperatura de mais de 30 graus, outros demonstravam se sentir “quase em casa”. Assim como Mary K. Levins, os aposentados Linda e Ron Stewarts, 68 e 69 anos respectivamente, vieram dos Estados Unidos e não se espantaram com o calor. Entretanto, eles moram na Califórnia, local conhecido pelas praias e clima de litoral. “É nossa primeira vez e estamos gostando bastante. Não sei se iremos voltar, mas o calor é suportável”, disse a mulher.

Com pressa para não perder o tour pelo Centro de Manaus, Anne Laurent, 55, veio de Nova Iorque para passear por toda a costa do País. Ao contrário da maioria dos passageiros, esta foi sua segunda visita à capital amazonense. “Da primeira vez, também vim em um cruzeiro e passei poucos dias. Agora, como tenho uma pequena experiência, sei o que quero fazer e poderei aproveitar melhor esta breve estadia”, enfatizou.

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