Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
Manaus

Vinte criminosos do AM estão presos em três presídios federais

Eles foram colocados nesse sistema prisional por colocar em risco a estabilidade dos presídios e por apresentar risco à sociedade. Destes, a maioria são presos da Justiça Federal envolvidos com o crime organizado, entre eles, os integrantes do comando da facção criminosa Família do Norte



1.jpg Numa penitenciária federal, os detentos vindos de outros Estados permanecem por 360 dias, podendo ser renovado
05/03/2016 às 12:16

Vinte criminosos do Amazonas, considerados de alta periculosidade, estão presos em presídios de segurança máxima nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e em Rondônia, de acordo com informação da assessoria de imprensa do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que, por medidas de segurança, não revela os nomes dos internos.

Eles foram colocados nesse sistema prisional por colocar em risco a estabilidade dos presídios e por apresentar risco à sociedade.  Destes, a maioria são presos da Justiça Federal envolvidos com o crime organizado, entre eles, os integrantes do comando da facção criminosa Família do Norte (FDN) presos no mês de novembro do ano passado durante a operação La Muralla, como os narcotraficantes José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, Gelson Carnaúba, o “Carnaúba” e João Pinto Carioca o “João Branco”.

Eles exerciam o poder de comando do crime organizado e do tráfico de drogas   no Amazonas e determinavam homicídios, além de manter o controle das unidades prisionais, onde tinham certas regalias como a permissão para construir uma suíte revestida com cerâmica, cozinha e soldados que cozinhavam e limpavam as suas celas.

Ser mandado para uma unidade prisional federal é o temor de qualquer preso. Toda a mordomia que desfrutava nos presídios estaduais termina quando ele ingressa em uma unidade federal. De acordo com a Depen, as celas são destinadas a isolamento individual e medem 7,14 metros  quadrados.

Ficar preso em um presídio Federal é um dos medos de João Branco, que ele mesmo revelou ao ser preso há duas semanas pela Polícia Federal em Roraima. Para ele, o isolamento com o mundo aqui fora o deixa sem contato com a família e os seus comandados do mundo co crime.

Ao ingressar na penitenciária, os presos recebem o uniforme completo: calça, bermuda, camisetas manga longa e curta, cuecas, meias, agasalho, luvas e touca; o enxoval completo: lençol, travesseiro, colcha, toalha de banho e pano para piso;  kit higiênico: sabonete, escova de dente, creme dental, desodorante, aparelho de barbear, papel higiênico, cortador de unhas.Os internos também recebem o kit limpeza: desinfetante, detergente e água sanitária, já que é ele  mesmo  o responsável pela higiene e limpeza do seu espaço. O Depen não revelou o custo de um preso de presídio federal para a União. Fontes não oficiais dizem que custa em média R$ 5 mil por mês.

Direitos e deveres de um detento transferido para presídio federal

Na rotina diária de um preso federal há programações educacionais, assistência religiosa, de saúde e tem direito a banho de sol e videoteca.  Em todas as penitenciárias federais, a comunicação entre advogados e presos ocorrem  por meio de parlatório. Quanto à visita familiar é presencial e caso a família do interno desejar, pode se realizar por meio de videoconferência.

Ainda de acordo com informações do Depen, em regra, os detentos transferidos dos Estados permanecem por 360 dias no Sistema Penitenciário Federal, porém com frequência esse período é renovado, por determinação do juiz corregedor federal.  O isolamento teria levado o narcotraficante peruano Jair Ardela Michue, 39 anos, o “Javier”,    a cometer suicídio em novembro do ano passado no presídio federal de Campo Grande, onde já estava havia mais de um ano.



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