Publicidade
Manaus
LIVRES

Envolvidos em linchamento no município de Borba vão aguardar julgamento em liberdade

Como os vinte indiciados por quatro crimes não foram pegos em situação de flagrante, eles vão aguardar o trâmite processual fora da cadeia 26/07/2018 às 11:55 - Atualizado em 26/07/2018 às 12:12
Show linchamento
As investigações em torno do linchamento de Gabriel e o ataque a unidade policial de Borba foram conclúidas (Foto: Reprodução A Crítica)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

As vinte pessoas indiciadas pelo linchamento do jovem Gabriel Lima Cardoso, de 18 anos, e  depredação da unidade policial do município de Borba, ocorrido no dia 8 deste mês, aguardam o julgamento do caso em liberdade. Segundo a Polícia Civil do Estado do Amazonas (PCAM), os envolvidos não foram pegos em situação de flagrante e por isso vão poder seguir livres.

Por meio de nota, a Polícia Civil informou, por meio do delegado Mateus Moreira, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), que as investigações do caso já foram encerradas. As atividades começaram um dia após o crime acontecer na cidade localizada a 151 quilômetros de Manaus.

Ainda de acordo com a polícia, as vinte pessoas identificadas por participação no crime foram identificadas e indiciadas por homicídio qualificado, incêndio, dano ao patrimônio público e lesão corporal. A PC também completou que todos os procedimentos em torno do caso foram encaminhados à Justiça.

O linchamento de Gabriel aconteceu em via pública no município, depois que dezenas de pessoas invadiram o quartel da Polícia Militar do município, onde ele estava preso, e o tiraram de lá. O rapaz estava preso suspeito de estuprar e matar com 16 facadas, no último dia 4, uma adolescente de 14 anos.

Durante o confronto na unidade policial, alguns policiais chegaram a ser feridos. Na ocasião, a reportagem teve acesso as imagens impublicáveis do linchamento de Gabriel. Elas mostraram dezenas de pessoas completamente ensandecidas diante do preso já inconsciente. Em frente a uma viatura da Polícia Militar, eles espancaram incessantemente o suspeito, com duro golpes na cabeça, pedradas, pauladas e chutes. Depois jogaram o corpo nas chamas.

Publicidade
Publicidade