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Manaus
SEM SEGURANÇA

Violência no bairro Jorge Teixeira cresce em um ano; roubo é o crime mais 'comum'

Segundos indicadores da SSP-AM, foram registradas 5.593 ocorrências no ano passado. Número de homicídio praticamente dobrou, de 51 em 2016 para 94 em 2017 15/02/2018 às 07:11 - Atualizado em 15/02/2018 às 08:24
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Rua Laço do Amor, que já foi uma das mais perigosas, foi “pacificada” por traficantes (Foto: Márcio Silva)
Joana Queiroz Manaus (AM)

O bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste de Manaus, é um dos mais violentos da cidade. Os indicadores de violência da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM) apontam que o número de ocorrências registradas subiu de 5.593 em 2016 para 5.924 em 2017.

Um dos crimes que mais crescem no bairro é o roubo. No ano passado foram registrados 2.394 roubos, uma média de seis pessoas por dia foram vítimas de criminosos que usaram de violência para subtrair seus pertences.

O número de homicídio praticamente dobrou, de 51 em 2016 para 94 em 2017. “Depois do massacre na cadeia (Compaj) houve um aumento de crimes aqui no bairro”, contou a comerciante Mara Menezes, 54.

Mara é proprietária de um estabelecimento comercial no início na rua Hilário Gurjão, área conhecida como “Fuxico”. De acordo com ela, no ano passado, um pistoleiro parou o carro em frente ao seu estabelecimento, saiu, caminhou um pouco e matou um homem que estava parado próximo ao sinal.

Maria do Socorro de Lima, 94, também é comerciante do “Fuxico”. Ela disse que o seu estabelecimento já foi assaltado por mais de uma vez e que os crimes mais comuns na área são os assaltos a transeuntes. “Eles roubam celular com uso de arma e isso é constante aqui”, disse a mulher.

A insegurança levou alguns comerciantes a fecharem os seus estabelecimentos mais cedo.  “Eu passei a abrir a minha loja às 8h e fechar às 16h”, disse Mara Menezes. 

Desde o último dia 22, uma delegacia itinerante foi deslocada para região na tentativa de reduzir esses índices. De acordo com a comerciante, após a medida o número de ocorrências diminuiu bastante.

A Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop)  informou que o trabalho no “Fuxico” é organizar o de flanelinhas e carregadores  como um choque de ordem no local referente à segurança pública, a exemplo do trabalho que foi feito na área do porto da Manaus Moderna, quando foram presas 16 pessoas foragidas da Justiça.

Logo após a chegada da equipe policial na localidade, foi realizada uma apreensão de considerada de drogas, aproximadamente 300 trouxinhas de cocaína e maconha.

De acordo com a Seaop, a presença da polícia no local está dando resultado. Denúncias estão chegando informando a presença de criminosos que agem no local. Na segunda semana de atuação da delegacia, um foragido da Justiça e, por meio de denúncias, um homem que estava batendo na mãe foram presos. Este último acabou se descobrindo que ele também era foragido da Justiça, já foi preso quatro vezes por roubo e já recebeu duas condenações uma de cinco e outra de sete anos de prisão.

Matança

A rua Laço de Amor, no  Jorge Teixeira 1, já foi considerada como uma das mais inseguras do bairro e da cidade. No primeiro semestre de 2014, foram oito homicídios na via. Por conta do índice, ela foi o principal alvo da operação policial “Manaus Segura”. Segundo os moradores, os crimes mais frequentes eram roubos, homicídios e principalmente o tráfico de drogas. Muitos moradores colocaram suas casas à venda por conta da violência.

A principal motivação dos crimes era a disputa de território entre traficantes. É o que conta um o aposentado Francisco de Assis Silva Souza, 59. De acordo com ele, agora a rua está mais tranquila, com menos morte, mas os crimes de roubo e o tráfico persistem. Conforme Francisco, foram os traficantes mesmo que “pacificaram” a rua. Eles  se mataram, o que prevaleceu, da Família do Norte (FDN), é quem domina tráfico na área.

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Esse é o número de ocorrências a mais que o bairro registrou em 2017 em comparação com 2016, conforme índices de criminalidade da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM). No ano passado foram 5.924 ocorrências registradas.

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