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Manaus
CÃES DE GUARDA

Vira-latas, adotados e: efetivados! Cães de guarda ganham crachás oficiais em empresa

Adotados por uma empresa do Polo Industrial de Manaus, cães recebem carinho e atuam efetivamente na segurança do estabelecimento 07/03/2018 às 11:26 - Atualizado em 07/03/2018 às 12:15
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Rabugento é um dos queridinhos na fábrica, apesar do nome (Raine Luiz)
Isabella Pina e Raine Luiz Manaus (AM)
É de crachá  e coleira que os vigilantes fazem festa e desfilam pela Transire, empresa de tecnologia no Polo Industrial de Manaus. Só na sede oficial são cerca de 1.500 funcionários - humanos. Os outros seis, estes com cargo de segurança, têm quatro patas. Rocky, Negona, Brasil, Rabugento, Branquinha e Costelhinha são cachorros vira-latas que foram adotados e, depois de muito tempo, devidamente efetivados como funcionários da firma. Ganharam crachá oficial, com foto e função: seguranças.

Negona é a mais velha do grupo. Está com a empresa desde sua primeira sede, há alguns anos. Já Rocky é o mais preguiçoso e favorito do proprietário da Transire, Gilberto Novaes. O dono fala sobre a iniciativa de "efetivar" os cães e a relação da empresa com eles.

"Eles fazem parte da nossa empresa, da nossa família. O Rocky, a Negona... Eles são das antigas, apareceram primeiro. Os outros vieram com a mudança da empresa para essa nova sede. Esses cachorros trabalham com a gente. Ajudam - de verdade, mesmo - os seguranças da noite. Nós cuidamos deles, e eles cuidam da empresa. Fazem parte da nossa jornada e, por isso, ganharam o crachá. São da família".

A matilha, de fato, só trabalha no terceiro plantão do dia. Passam a manhã e tarde sonolentos, indo de um lado para outro em busca do melhor canto para tirar um cochilo. Cleuton Matos, segurança, justifica:

"Os meninos passam o dia todo dormindo. Só vão despertar quando começa a anoitecer. Eles se posicionam e saem andando para onde nós (seguranças) formos. E eles trabalham mesmo. Além de nos acompanhar nas rondas, fazem a deles separado. Quando um late, todo mundo corre" conta, aos risos.

Liliane Lima, auxiliar de produção, é a mãezona do grupo. Foi ela quem acolheu os primeiros cães, ainda na sede antiga. Pleiteou apoio para comida e o teto. Conseguiu. Aos poucos fez dos cachorros mascotes da empresa. Hoje a Transire arca com todas as despesas, leva ao veterinário e oferece todos os cuidados. "Benefícios assegurados", brinca Gilberto.

"Eu tenho muito amor por eles. Amor demais. Fui pedindo ajuda, porque só não poderia cuidar. Quando viemos para essa nova sede, tinham mais três perdidos por aqui. Adotei também. Todo mundo gosta, brinca, e agente cuida muito bem deles. Em troca, eles cuidam da gente também" conta a auxiliar.

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