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Manaus
FISCALIZAÇÃO

Visa Manaus apreende nozes da Índia comercializadas ilegalmente para emagrecer

Após denúncias, fiscais da Vigilância Sanitária do Município da Semsa, apreenderam lotes do produto na área central da cidade e em um empório no bairro Bethânia, Zona Sul 17/02/2017 às 19:01
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As multas equivalem de R$ 9.984,00 a R$ 39.396,00. Foto: José Nildo / Semsa
acritica.com Manaus

Sementes de nozes da Índia, que não podem ser comercializadas no Brasil, estavam sendo vendidas ilegalmente em estabelecimentos da capital como método de emagrecimento. Após denúncias, fiscais da Vigilância Sanitária do Município (Visa Manaus) da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), apreenderam lotes do produto na área central da cidade e em um empório no bairro Bethânia, Zona Sul.

“É lamentável que a busca pela perda do peso ainda leve as pessoas a se envenenarem com produtos que não têm estudos registrados”, ressaltou o secretário, reforçando que o prefeito Arthur Virgílio Neto determinou que a Vigilância Sanitária seja rigorosa no cumprimento das orientações da Anvisa, não permitindo que a população da capital corra riscos com produtos de uso proibido.

 Em Manaus, fiscais da Visa estão aplicando multas que variam de 100 a 400 Unidades Fiscais do Município (UFMs), que equivalem de R$ 9.984,00 a R$ 39.396,00, para quem insistir em comercializar os produtos.

 Perigo de consumo
 Dois casos de mortes já foram registrados em Campo Grande (MS) e São Luís (MA). As vítimas consumiram o chá com as sementes, com a intenção de reduzir peso, e acabaram morrendo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizou testes que comprovaram a ação tóxica das sementes.

 Após os dois episódios, a Anvisa criou a Resolução 322, de 6 de fevereiro de 2017, que proíbe a comercialização da Noz da Índia (Aleurites Moluccanus) e do Chapéu de Napoleão (Theveia Peruviana). Ambos são sementes da botânica brasileira que têm propriedades detergentes e que, por causarem desidratação, passaram a ser usadas de forma errada, como agente emagrecedor.

 Diante da Resolução da Anvisa, está proibida a comercialização destes produtos sob qualquer forma. Por isso, explica o secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão neto, a Semsa está retirando de circulação e também lavrando autos de infração e de apreensão para depois fazer a inutilizarão do material apreendido, como determina a Lei.

*Com informações da assessoria.

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