Publicidade
Manaus
Manaus

Visitantes da praia do Açutuba reclamam de comerciantes

Os banhistas afirmam que a exploração por parte dos comerciantes, que cobram pelas mesas e estacionamento está passando dos limites 05/11/2015 às 09:41
Show 1
Estacas demarcam territórios ou evitam avanço de carros até a beira do rio
acritica.com ---

Uma denúncia, feita pela página “Praia do Açutuba” na rede social Facebook, afirma que a área, localizada no km 28 da rodovia AM-070 (Manaus-Manacapuru), está sendo demarcada pelos comerciantes e sofrendo com o lixo despejado pelos banhistas. A denúncia circulou pelas redes sociais e mais reclamações surgiram.

Os banhistas alegam que, sem a praia Ponta Negra, interditada há pouco mais de uma semana, uma das principais opções é a praia do Açutuba, porém eles afirmam que exploração por parte dos comerciantes, que cobram pelas mesas e estacionamento está passando dos limites. “Semana passada fui à praia e fiquei muito triste, a praia está dividida ao meio por estacas de madeira”, relatou um dos denunciantes. Segundo ele, um garçom informou que a alternativa foi tomada para dividir as mesas dos restaurantes, para que os clientes não se misturem durante o atendimento.

Marlene Nascimento contou que foi moradora do Açutuba e que, antes de virar balneário, não existia tanto lixo. “Nós mesmos limpávamos a praia. Mas devido o crescimento desse lugar, pessoas que vão se divertir saem e deixam lixo. Nos velhos tempos, tinham várias tartarugas e iaçás”, relembra.

Raquel Pereira da Fontoura acha a situação lamentável. “Para mim, usar de forma irregular como se não fosse mais frequentar é loucura, fico imaginando a casa dessas pessoas”, desabafa.

No local, não é permitido entrar com bebidas e nem alimentos, mesmo que seja público. Ontem, as divisão de madeira continuava na praia. No entanto, um dos comerciantes, Emerson Correa, dono do restaurante ‘Lanche e Bar’, rebateu as denúncias. De acordo com o comerciante, as madeiras foram colocadas para coibir a entrada de carros, principalmente os tracionados, cujos proprietários estacionam próximo ao rio e ligam o sistema de som, conhecidos como ‘paredões’, nas alturas, todos os domingos.

“Trabalho aqui há cinco anos e esses motoristas sempre invadiram a praia, que é um local público e livre para banhistas. Já aconteceram acidentes aqui e o único motivo de termos colocado essas estacas foi para impedir que os carros e motos ficassem fazendo baderna em meio aos banhistas”. Os pedaços de madeira não impedem os banhistas de atravessarem de um local ao outro.

Barulhos

De acordo com comerciantes, as madeiras foram colocadas para coibir a entrada de carros cujos proprietários estacionam próximo ao rio e ligam o sistema de som no mais alto volume. Ainda segundo o comerciante, são os proprietários dos bares que fazem a manutenção e limpeza da praia diariamente.


Publicidade
Publicidade