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Manaus
HISTÓRIAS

Biblioteca Humana: vítimas relatam em projeto casos de violência obstétrica

A ação do projeto Biblioteca Humana de Manaus aconteceu no hall 2 da Faculdade de Ciências Agrárias da Ufam 26/11/2018 às 18:14 - Atualizado em 26/11/2018 às 18:37
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Foto: Jair Araújo
Silane Souza Manaus (AM)

Tudo era baseado em fatos reais contados pelas próprias pessoas que vivenciaram tais situações. Estamos falando do que aconteceu na primeira Biblioteca Humana de Manaus, realizada na tarde desta segunda-feira (26), pela Comissão de Enfrentamento à Violência Obstétrica da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A ação aconteceu no hall 2 da Faculdade de Ciências Agrárias, setor sul do Campus da Ufam, no bairro Coroado, Zona Sul da capital.

De acordo com a professora Jaila Borges, organizadora da atividade, este é um método que surgiu na Dinamarca, nos anos 2000, com uma ONG chamada “Parar a Violência” e foi concebido para promover o diálogo, reduzir preconceitos e estimular a compreensão: “Os encontros são uma oportunidade para a aprendizagem, tendo um papel importante na sensibilização sobre a importância dos direitos humanos para o bem-estar pessoal de todos”, disse.

Os “livros” são pessoas reais, voluntárias, capazes de comunicar a sua realidade pessoal, de que foram vítimas de violência, discriminação ou exclusão social e estejam disponíveis para se encontrar, num ambiente aberto, acolhedor e seguro, com um ou mais “leitores” interessados. Nesta primeira “versão”, a temática da Biblioteca Humana de Manaus foi “violência obstétrica”, um tipo de violência que acontece durante o período de pré-parto, parto e pós-parto.

Para a estudante de Ciências Sociais Izabeli Rabelo Garcia, 20, a experiência foi importante e motivadora. “Eu emprestei o livro ‘Conhecimento e uma pitada de atrevimento’, onde a Louise relatou sua luta para ter parto normal. Ela conseguiu nas duas vezes que ficou grávida, enfatizou que isso é possível para qualquer uma de nós, mas que há barreiras. Por isso é necessário que procuremos ter conhecimento. Assim podemos ter uma vivência que queremos e não uma que o médico quer”, afirmou.

A Biblioteca Humana ficou “instalada” no hall 2 da Faculdade de Ciências Agrárias das 14h às 17h. Quem se interessou em ler um “livro” selecionou o título no catálogo da biblioteca, emprestou e devolve após 20 minutos.

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