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Volta para casa foi complicada para quem escolheu virar o ano na praia da Ponta Negra

As filas para embarcar nos ônibus foram enormes e o lixo tomou conta de todo o complexo turístico, que recebe a queima de fogos mais tradicional da cidade 01/01/2016 às 18:31
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A volta para casa foi complicada para quem curtiu a virada na Ponta Negra
Isabelle Valois Manaus (AM)

Como tradição, para receber o Ano Novo Manaus teve três locais de festa, com muita música, show pirotécnico e diversão para as mais de 200 mil pessoas que se dividiram entre as zonas Sul, Oeste e Leste.

Mas, para aqueles que escolheram a praia da Ponta Negra para recepcionar a chegada do primeiro dia de 2016, o ano não começou nada bem. Além de disputar espaço na areia com uma grande quantidade de lixo - jogada pelos próprios frequentadores da festa - eles enfrentaram uma verdadeira ‘guerra’ para voltar para casa.

Já era dia e milhares de pessoas ainda esperavam pelo ônibus nas paradas lotadas ou sentadas nas calçadas. A ausência de fiscais da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), que deixaram o local antes do amanhecer, complicou ainda mais a vida de quem depende do transporte público.

A industriaria, Silvana Pereira, 37, que foi encontrar alguns amigos na Ponta Negra, contou que a ideia era ficar até as 6h, quando o banho é liberado, mas acabou tendo que ficar na praia por bem mais tempo que o pretendido, por conta da falta de ônibus e dos tumultos nas filas. “Informaram que a frota seria reforçada, mas pelo visto não foi o que aconteceu, pelo menos pra quem decidiu voltar pela manhã”, reclamou.

Segundo ela, como não havia fiscais da SMTU controlando o acesso aos veículos, as filas acabaram desrespeitadas por muitos usuários, parte deles embriagados. “Quando o ônibus parou teve a maior confusão, pois pessoas alteradas furavam a fila, era o maior empurra-empurra. Uma das pessoas que não conseguiu subir no ônibus chegou atirar uma pedra contra o veículo. Poderia machucar alguém”, alertou.

Após o tumulto, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar organizaram a fila para evitar novo problemas entre os usuários. Mas a confusão acabou afastando muitas pessoas,  como Silvana, que decidiram escolher as filas diminuírem para voltar à parada.

Lixo

Outro problema encontrado por quem à Ponta Negra no dia seguinte ao Réveillon foi o lixo. Garrafas plásticas, latas, sacolas e até restos de comida foram abandonadas na areia e no calçadão, deixando um cenário de sujeira para todo lado. A limpeza do local foi iniciada às 8h pelos agentes da Secretaria Muncipal de Limpeza Pública (Semulsp).

Sucesso de público

Aproximadamente, aproximadamente foram prestigiar a chegada de 2016 na Ponta Negra, um dos três pontos da cidade preparados pela prefeitura de Manaus para a festa da virada. Na Orla do Amarelinho, no Educandos, e na avenida Itaúba, na Zona Leste, foram 50 mil pessoas. Os três pontos tiveram apresentação de atrações locais, além do show pirotécnico.

Limpeza ‘ok’

Se na praia da Ponta Negra a sujeira foi um problema que ficou evidente nas primeiras horas da manhã, nos outros dois pontos de festa - Orla do Amarelinho, no Educandos, Zona Sul, e avenida Itaúba, no Jorge Teixeira, Zona Leste - o lixo não era um problema na primeira manhã de 2016. Os agentes de limpeza da Semulsp conseguiram recolher todo o lixo gerado pelas mais de 50 mil pessoas que passaram pelos dois locais antes das 8h.

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