Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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LUTA PELO MEIO AMBIENTE

Grupo faz protesto na Ponta Negra contra decreto que extingue reserva na Amazônia

O temor dos ambientalistas é que a nova legislação poderá atingir áreas protegidas, provocar mais desmatamento e ameaçar populações indígenas


27/08/2017 às 19:22

A Ponta Negra, um dos cartões-postais de Manaus, virou cenário para uma manifestação de cerca de 50 voluntários do Greenpeace Manaus alertando a sociedade para a proteção da Amazônia contra o decreto 9.142 de 22 de agosto de 2017  que, em seu artigo 1º, extingue a Reserva Nacional de Cobre (Renca) e seus associados, constituída pelo Decretos nº 89.404, de 24 de fevereiro de 1984, localizada nos Estados do Pará e do Amapá. 

O temor dos ambientalistas é que a nova legislação poderá atingir áreas protegidas, provocar mais desmatamento e ameaçar populações indígenas.

 O movimento teve como ponto alto uma passeata com gritos de ordem como "Todos Pela Amazônia", "Fora Temer" e "Nosso Ouro é a Floresta".

Paralelo a isso, houve atividades como sessões de fotografia para postagens nas redes sociais, customização de camisas com dizeres alusivos à preservação ambiental e confecção de cartazes de manifesto.

O desenvolvimento do dialogo sobre o tema envolveu captação de assinaturas para a petição de revogação do decreto por meio  do endereço eletrônico www.obugio.org.br/petitions/nao-a-exploracao-da-amazonia-protejarenca.

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"Esse decreto abriu espaço para que sejam explotadas ilegalmente ou de forma predatória mais de 1.500 hectares na Amazônia. Tudo isso é gravíssimo", comentou Carlos Santos, facilitador do grupo de voluntários Manaus do Greenpeace.
 
Tentativa

Para anular o efeito desse decreto, lideranças petistas entraram com documentação para anular o decreto. Um deles foi o senador paraense, Paulo Rocha (PT), que protocolou na tarde da última quinta-feira (24), no Senado Federal, um Projeto de Decreto Legislativo para sustar a resolução do presidente Michel Temer.

O líder da Minoria na Câmara dos Deputados, o deputado federal José Guimaraes (PT-CE), protocolou no dia seguinte (25) um projeto de decreto legislativo (PDC 744/17) para sustar o Decreto 9.142, de 22 de agosto de 2017.

Repercussão

Em seu Facebook, o político paulista, mas radicado em Sobral (CE) Ciro Gomes, disse que o decreto é o “maior ataque à Amazônia em anos; . Decreto nº 9.142, de 22 de agosto de 2017, que acaba com reserva entre Pará e Amapá, poderá atingir áreas protegidas de quase 4 milhões de hectares, irá provocar mais desmatamento e ameaçar populações indígenas”.

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