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Voto feminino é festejado em sessão especial na ALE-AM

Na avaliação da deputada federal licenciada e secretária de Governo do Estado, Rebecca Garcia (PP), a supremacia masculina em todo processo eleitoral está ligada à demora na abertura do voto feminino 16/03/2013 às 11:09
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Na ALE-AM,mulheres defenderam reforma política no País como meio de aumentar presença feminina no parlamento
kleiton renzo ---

Respeitar e ampliar a participação da feminina no processo eleitoral, e garantir a reforma política de modo a permitir o financiamento público de campanhas, equiparando a disputa, pelo menos financeira, contra os candidatos homens, foram os dois pontos discutidos por parlamentares e representantes dos movimentos de defesa dos direitos da mulher, nesta sexta-feira (15), na Assembleia Legislativa (ALE-AM), na sessão especial pelos 81 anos do voto feminino no Brasil, em alusão à semana de comemoração do Dia Internacional da Mulher.

Na avaliação da deputada federal licenciada e secretária de Governo do Estado, Rebecca Garcia (PP), a supremacia masculina em todo processo eleitoral está ligada à demora na abertura do voto feminino. A parlamentar disse que a equivalência na disputa deverá vir mais à frente. “Eu sou muito otimista. Se hoje ainda existe desigualdade é resultado de um processo histórico, porque ela passou a votar e ser votada depois dos homens. Então é natural que os homens tenham um numero maior de representantes. Mas eu acredito e confio que com o tempo esse cenário irá mudar”, comentou.

A secretária revelou que na próxima semana estará em Brasília e discutirá com o deputado federal Henrique Fontana (PT), que é o relator da Reforma Política em tramitação na Câmara de Deputados, e saber em que ponto está a discussão no ponto que trata do financiamento público de campanhas. “A última vez que falei com ele foi em dezembro passado. Naquele momento ele disse que entre os deputados o financiamento público era ponto de consenso entre os deputados e que muito provavelmente seria aprovado. Vamos ver se mudou algo de lá pra cá”, disse Rebecca.

A deputada estadual Conceição Sampaio (PP), cobra na reforma política reais possibilidades para as mulheres saírem candidatas e chegaram à eleição com vitória, para “gente mudar a realidade cruel dos parlamentos, onde a sub-representação é muito visível. A mulher na hora de votar é maioria, mas se olhar dentro dos parlamentos temos uma sub-representação”, disse Conceição Sampaio.

A última alteração na legislação eleitoral de forte impacto às mulheres ocorreu em 1995, quando as coligações e partidos foram obrigados a reservar 20% das candidaturas disponíveis para homologar as chapas em eleições proporcionais (vereador, deputado estadual e deputado federal).

Em 1997 esse porcentual foi elevado para 30%, o que pode ter representado o aumento em 178% na participação feminina na eleição do ano passado em relação a 2008. Aproximadamente 2,5 mil mulheres concorreram a um cargo eletivo ano passado em todo o Amazonas. Em 2008 foram apenas 1.353 candidatas. Em Manaus votam 616 mil mulheres, o que representa 53,4% do eleitorado, no entanto, apenas 329 delas concorreram nas duas últimas eleições municipais.

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