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Whatsapp deixa pista sobre morte de universitário encontrado dentro de caixa d'água da UEA

Mensagem no celular revela que o estudante de Medicina Dalmir Albuquerque pode ter morrido durante ‘festa’ na laje da Universidade do Estado 16/12/2014 às 09:43
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O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, disse que não sabia dos encontros de estudantes no terraço, mas prometeu investigar
Perla Soares Manaus (AM)

Uma mensagem enviada pelo aplicativo Whatsapp pode ajudar a solucionar a morte do universitário Dalmir Albuquerque Júnior, 23, encontrado morto dentro da caixa d’água da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), localizada no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, na noite de sábado. Depois de lerem uma conversa pelo Whatsapp entre Júnior e um amigo dele, chamado Alexandre, a família declarou acreditar que uma nova hipótese deve ser investigada. De acordo com os familiares da vítima, a conversa revela o que motivou Júnior a ir até o terraço da universidade e nadar na caixa d’água, na noite de sexta-feira.

Segundo o irmão do universitário, o analista de processos Elizeu Pereira, 32, a família encontrou a conversa ainda na noite de sábado, depois que os pertences do universitário foram entregues à família, entre elas o celular da vítima. No aparelho, leram uma conversa no Whatsapp, entre Júnior e um amigo dele, chamado Alexandre. Nas mensagens, de acordo com Elizeu, Alexandre convida Júnior para ir ao terraço da UEA, na noite de sexta-feira, para onde ele diz que irá levar bebidas e encontrar Júnior.

“Achamos estranho esse amigo Alexandre não aparecer depois que o nosso irmão mor reu. Pelo que tem no Whatsapp, esse Alexandre estaria com o Júnior, ele que convidou e era ele quem iria levar vodka para eles beberem. Nem no velório e nem no enterro o Alexandre apareceu. Por que ele não foi? Qual o motivo? Não é estranho?”, questionou Elizeu.

Investigações

Ainda de acordo com Elizeu, apesar das suspeitas, até a tarde desta segunda-feira (15) a família de Júnior não havia procurado por Alexandre por temerem que ele tenha algum tipo envolvimento na morte, fique assustado e desapareça. “Nós preferíamos entregar à polícia, pois temos certeza que irá ajudar nas investigações”, destacou Elizeu.

O analista de processos ainda disse que as conversas do Whatsapp do universitário foram entregues à Polícia Civil na tarde de ontem e que a família irá aguardar o resultado das investigações.

O reitor da UEA, Cleinaldo de Almeida Costa, disse que já houve relatos, em dois momentos, sobre a presença de pessoas não autorizadas no terraço da UEA, mas que em ambos os casos essas pessoas foram convidadas a descer.“Não existe nenhuma autorização pra se adentrar ao prédio além do quinto andar, que está em obra. Qualquer acesso não autorizado é uma infração e passível de penalidade”, disse.

Sindicância deve apurar circunstância

O reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Cleinaldo de Almeida Costa, afirmou ontem, durante coletiva de imprensa, que uma sindicância será iniciada para investigar as circunstâncias da morte do estudante Dalmir Albuquerque Costa Júnior, de 23 anos, encontrado morto dentro de uma caixa d’água no terraço da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA), no último sábado.

Uma comissão formada por quatro professores da própria ESA será responsável por apurar os fatos no prazo de 30 dias e, após a conclusão das investigações, poderá haver responsabilização das partes envolvidas no óbito do rapaz.

De acordo com Cleinaldo, a unidade de Saúde não possui câmeras de segurança e, por isso, o momento que antecedeu a morte do jovem não foi registrado óbito. Ainda segundo o reitor, o local da morte é de difícil acesso. O depósito de águas fica no terraço do prédio, que tem cinco andares.

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