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‘Xerife’ do porto do São Raimundo é notificado a se retirar do local

Na última segunda (29), ACRÍTICA denunciou que um homem agia como administrador do porto, fazendo cobranças indevidas das embarcações que atracam no porto do bairro São Raimundo, Zona Oeste de Manaus 30/12/2014 às 14:48
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Pedro Paulo afirma que como ninguém assumiu a responsabilidade pelo porto, ele próprio resolveu administrar
Luana Carvalho Manaus (AM)

O ‘xerife’ do Terminal Hidroviário de São Raimundo, Pedro Paulo Carreira, recebeu uma notificação em caráter de urgência para se retirar do local ainda nesta terça-feira (30). Na última segunda-feira, 29, o ACRÍTICA denunciou que o homem agia como administrador do porto, fazendo cobranças indevidas das embarcações que atracam no local e de outros serviços. Nesta manhã, a balsa que Pedro Paulo instalou indevidamente estava recebendo embarcações desde às 5h30.

Por telefone, o empresário garantiu que a estrutura será retirada ainda na tarde de hoje. Apesar da empresa se chamar ‘Estaleiro São Raimundo Operações de Terminais e de Construção de Embarcações LTDA’, Pedro não tem autorização para explorar o transporte fluvial porto do São Raimundo. 

“Eu coloquei a balsa lá para dar suporte às embarcações que vem do interior, uma vez que o porto não funciona por falta de balsa de atracação”, defendeu-se. Mesmo tendo custado R$ 22 milhões de verba estadual e federal, o porto continua sem uso por falta de equipamentos navais e balsas flutuantes, que custam cerca de R$ 17 milhões para serem implantadas. 

Quando questionado pela reportagem sobre  autorização para trabalhar no porto, Pedro afirmou que possui um documento assinado pelo superintendente da Administração das Hidrovias da Amazônia Ocidental (Ahimoc), Wilson Wolter.

Empurra-empurra

Procurado diversas vezes pela equipe de reportagem, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fábio Galvão, negou que o órgão tivesse alguma responsabilidade sob o terminal, e passou a responsabilidade para a Superintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias (SNPH). “A SNPH jogou a responsabilidade indevidamente para o DNIT, mas nunca administramos portos. Só construímos os portos”, disse.


No entanto, quem administra o terminal é a Ahimoc, que é da competência do DNIT. O superintendente da Ahimoc, Wilson Wolter, negou que exista cobrança de taxas indevidas no porto e afirmou que o órgão realiza fiscalizações constantemente no terminal.

A Ahimoc é responsável pela manutenção, conservação e limpeza do local. Sobre a autorização que Pedro diz ter recebido, Wolter esclareceu que recebeu um uma carta na qual o empresário solicitava permissão para atracar a balsa em um local próximo ao porto. “Respondi dizendo que não me opunha, mas que ele deveria procurar os órgãos competentes que emitem esse tipo de autorização. Foi apenas isso que aconteceu”. 

Depois de toda a repercussão, Wilson enviou uma notificação para o empresário, ordenando que ele retirasse a balsa do local. Até o fechamento desta matéria, a Marinha do Brasil não havia respondido sobre as condições da empresa de Pedro Paulo e se ele possui autorização para exploração fluvial em outros locais. 

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