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Zona Leste sofre com a falta de lixeiras à disposição do povo

A falta de lixeiras públicas na área revela um grande problema: parte desse lixo é atirado no chão mesmo 22/08/2013 às 08:36
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Uma das poucas lixeiras da avenida Autaz Mirim foi instalada por um comerciante, mas mesmo assim há lixo fora dela
CAROLINA SILVA ---

A Zona Leste é uma das áreas de Manaus que mais acumula lixo urbano. É o que afirma a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), sem apontar a quantidade. E a falta de lixeiras públicas na área revela um grande problema: parte desse lixo é atirado no chão mesmo.

Ao longo da avenida Autaz Mirim, por exemplo, a principal via do bairro São José, na Zona Leste, é evidente a escassez de lixeiras públicas. O cidadão, no entanto, precisa guardar o lixo, levá-lo para casa e descartá-lo corretamente em sua lixeira doméstica. Ou descarta o lixo em uma lixeira instalada pelos comerciantes da região.

Mas o que se percebe caminhando pela avenida é que nem sempre uma destas duas opções é a escolhida pela população. “É um problema, porque não são todas as pessoas que tem esse hábito de andar com o lixo na mão até achar o lugar certo pra jogar”, criticou o universitário Anderson Melo, 22.

Na opinião da bancária Marília Albuquerque, 27, o problema não se deve apenas à falta de educação da população. “A lixeira pública é uma responsabilidade da prefeitura. E o lixo no chão é um reflexo dessas duas falhas: do poder público e das pessoas que ainda preferem sujar as ruas por preguiça de procurar o local adequado”, disse. Por outro lado, o auxiliar administrativo Samuel Mendonça, 31, avalia que a falta de lixeiras públicas também é uma consequência do vandalismo.

Entretanto, os cidadãos ainda encontram dificuldade para encontrar lixeiras particulares. É na esquina da rua Itaetê com a avenida Autaz Mirim, que alguns feirantes e comerciantes descartam o lixo. E o cidadão que passa ali também acaba se aproveitando e jogando o lixo no local indevido.

“As pessoas que ficam esperando para atravessarem na faixa de pedestre se aproveitam do descaso dos feirantes e de algumas lojas para também jogar lixo em plena via pública. Mas isso, na maioria dos casos, acredito que se deve à dificuldade das pessoas em encontrarem lixeiras públicas por aqui”, disse a estagiária Rebeca Maciel, 23.

Na esquina da rua Itaetê com a avenida Autaz Mirim, feirantes e comerciantes, na maioria das vezes, descartam caixas de papelão. Junto a elas se acumulam garrafas plásticas, restos e embalagens de alimentos e latinhas de refrigerante descartadas por quem passa pelo local.

Vandalismo reduz oferta de lixeiras

A falta de lixeiras públicas se repete em outras áreas da cidade também, a exemplo de algumas praças da cidade. Na entrada do conjunto Tiradentes, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, jogar o lixo no local correto não é fácil.

No local não há nenhuma lixeira pública. Portanto, ou o cidadão guarda o lixo para descartá-lo em casa ou acaba jogando no chão. Porém, uma realidade oposta é vista na praça professor Nilton Lins, bairro Parque das Laranjeiras, na mesma zona.

O local possui nove lixeiras públicas e apenas uma delas, até o momento, está danificada, pois o cesto está amarrado à estrutura de ferro em que fica apoiado.

Num levantamento realizado em julho de 2012, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) somou 1,6 mil lixeiras públicas instaladas no Centro da cidade, nos bairros, praças e parques. Porém, o número atual deve ser menor, em torno de 1,3 mil lixeiras por causa de atos de vandalismo contra os equipamentos.

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