Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020
VIGOR

Aposentado deseja uma nova geração de idosos em Manaus

Amauri Santana,58, presentearia Manaus com maior amparo a terceira idade na cidade que ele escolheu para viver



idade_FF584CE0-57B8-4E03-A858-7A25573DE743.JPG (Fotos: Divulgação)
24/10/2020 às 14:32

Corridas, caminhadas, confecção de artesanato e até apresentações teatrais fazem parte da realidade da nova geração de idosos manauaras. Se antigamente os aposentados da cidade de Manaus ficavam reclusos dentro de casa, agora ficar “parado” não é uma opção para a terceira idade.

O enfermeiro militar aposentado, Amauri Santana da Silva, de 58 anos, gostaria de presentear Manaus com um “maior amparo à população idosa da cidade”. Segundo o aposentado, apesar dos grandes avanços em políticas públicas que atendem os idosos da cidade, ainda é necessário respeito e combate à violência contra as pessoas da terceira idade.



“Manaus está crescendo e precisamos cuidar dela. Eu gostaria que fosse dada mais atenção ao combate à violência contra o idoso. Assim como o respeito também. Tenho presenciado em muitas vezes pela cidade, a falta de respeito com o idoso. Fico pensando, será que estes camaradas não pensam que um dia ficarão velhos também? Nós, idosos, temos direitos e deveres assim como toda a sociedade. Gostaria de mais respeito ao idoso. Algo que já deveria estar enraizado na consciência”, relatou o aposentado.

Amauri Santana também relata que este amparo diz respeito à infraestrutura da cidade que visa atender a população da terceira idade.

“O respeito que falo também é em relação à infraestrutura de Manaus. Estamos cansados de ver as ruas esburacadas. Não podemos transitar direito. E isso não condiz a apenas os idosos, como também as pessoas com deficiência, por exemplo. Isso dificulta também a locomoção quando precisamos de atendimento médico”, ressaltou Amauri.

Terra da hospitalidade

Natural do Rio de Janeiro, Amauri Santana conta que o interesse em vir para a capital do Amazonas surgiu na vontade de querer trabalhar diretamente com a população ribeirinha, e ao chegar se surpreendeu com a hospitalidade manauara.

“A princípio o que me incentivou a vir para Manaus foi devido os navios hospitais aqui da área que são chamados “Navios da Esperança”, até então eu nunca havia saído do Rio de Janeiro. Quando optei vir para Manaus, me deparei com a verdadeira realidade, o que é a vida do ribeirinho. Tive que realizar atendimento nas comunidades, nas tribos indígenas. Antes tinha conhecimento apenas de documentação e reporte. Em Manaus, tive o prazer de viver a realidade de atendimento de saúde. E a hospitalidade manauara é totalmente diferente do Rio de Janeiro. Manaus é tudo de bom para quem quer realmente trabalhar e estudar. Aqui o que não falta é oportunidade.

Redescoberta

Aposentado das atividades da Marinha há nove anos, Amauri conta que passou por momentos complicados após a paralisação de atividades. Mas com a ajuda da esposa que o incentivou a conhecer as atividades em que Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade (FUnATI), o militar acabou vencendo estas dificuldades e se redescobrindo pessoalmente.


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