Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020
PRESENTE

Dermatologista sonha com atenção para pacientes crônicos em Manaus

Luciana Mendes daria para a cidade um espaço para tratar e reabilitar doentes



lumen_7971401D-AE34-4D7B-94FD-11FC39DB305D.JPG (Fotos: Divulgação)
24/10/2020 às 14:28

Graduada em Medicina desde 2007 pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e especialista em Dermatologia pela Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT) desde 2012, Luciana Mendes despertou dentro de si a vontade de cuidar próximo ainda na infância.

Anos mais tarde, descobriu na dermatologia a sua principal paixão, em virtude de uma experiência pessoal: um problema de pele durante o Ensino Médio, ocasionado por distúrbios hormonais, que mexeu bastante com sua segurança e autoestima. Foi dali que passou a estudar mais sobre a especialidade e encontrou sua missão: auxiliar outras pessoas com o mesmo problema.



Atualmente, Luciana é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Professora Assistente de Dermatologia da Ufam e uma das doutoras responsáveis pelo atendimento da “Minha Pele Clínica Dermatológica”.

Superando as dificuldadesA médica dermatologista entregaria de presente para Manaus um Centro de Tratamento e Reabilitação Multidisciplinar de Doenças Crônicas – caracterizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) por serem permanentes, desenvolverem incapacidades ou deficiências. De acordo com Luciana Mendes, os profissionais da área de saúde acabam vivenciando muitas dificuldades nesse sentido, percebendo inúmeros pacientes que têm doença crônica e acabam padecendo devido o quadro clínico.

Sem o acolhimento para o tratamento da doença, sem uma equipe multidisciplinar – que envolve diversas especialidades, como médicos cardiologistas, dermatologistas, ginecologistas, bem como fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais –, essa parcela da população acaba ficando muitas vezes com incapacidade funcional, deixando de ser produtiva, conforme aponta Luciana.

Tratamento permanente

A médica cita como exemplo o caso de pacientes com sequelas de hanseníase ou de diabetes, as chamadas feridas crônicas – também conhecidas como úlceras –, que exigem tratamento permanente. “A gente tem ambulatório para tratamento de diabéticos, por exemplo, mas que não consegue atender nem 10% da demanda da região. E esses pacientes ficam muitas vezes acamados, restritos em casa, porque não têm como voltarem a ter pelo menos uma vida ‘quase’ normal”, detalha.

Segundo a especialista, apesar de não ser possível garantir a cura da doença, o tratamento é necessário para permitir a qualidade de vida do paciente e evitar que ele fique desassistido. Por isso, o Centro de Tratamento e Reabilitação Multidisciplinar de Doenças Crônicas seria uma boa opção de presente para a capital amazonense, cumprindo uma das principais funções de quem trabalha na área da saúde: amparar quem mais precisa.

Repórter

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