Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020
DESEJO

Dono de mercadinho deseja segurança ampla para os manauaras

Para comerciante, o povo de Manaus precisa de segurança para viver, para cuidar da família, da saúde e do trabalho



SEGU_541786A5-EBDB-4BDB-88DE-D43D785465C8.JPG (Foto: Maria Luiza Dácio)
24/10/2020 às 12:15

Segurança. Da vida, do trabalho, dos estudos das crianças. Esse é o presente que o comerciante amazonense Adelermo Bindá Gomes, de 52 anos, daria para a cidade de Manaus em comemoração aos seus 351 anos de fundação. Para ele, que é proprietário do “Mercadinho Betel”, localizado no bairro Petrópolis, Zona Sul da capital, poder trabalhar com tranquilidade para sustentar a própria família na capital amazonense é uma realidade que anda distante e se agravou ainda mais com a chegada da pandemia.

“Se eu pudesse presentear a cidade de Manaus, eu daria segurança, principalmente na área em que eu trabalho. Nós, comerciantes, temos sofrido muito com assaltos e roubos. As vendas aumentaram com a pandemia e isso fez com que aumentassem os casos de assaltos em comércios. No meu estabelecimento não aconteceu ainda, mas o meu vizinho, que também tem um comércio, foi assaltado. O meu filho, por exemplo, também foi vítima desses crimes. Ele teve o celular roubado na rua onde fica o meu comércio Manaus. Ficamos sempre preocupados se vai entrar uma pessoa armada que pode tirar o que nós temos”, comenta.



O comerciante diz que manauaras não se sentem seguros de uma forma ampla. Há insegurança quanto à saúde por causa da pandemia e ao futuro, que é “incerto” para muitos jovens.

“Nós não estávamos seguros para combater este vírus. Os postos de saúde não estavam preparados para conter tudo o que aconteceu. Infelizmente. muitas pessoas morreram, o que demonstra que é preciso ter mais investimento na saúde, para assim estarmos seguros, em uma cidade que possui todo o aparato para combater qualquer tipo de doença”, ressalta.

Sonhador e de origem humilde, Adelermo que a incerteza sobre as aulas presenciais e o novo normal com aulas à distância trouxeram medo para sua família, principalmente para o seu filho. “O presente de segurança também está na educação. É preciso criar novos métodos que sejam capazes de fazer com que o setor da educação não pare, mas também que seja seguro continuar estudando. Meu filho, por exemplo, se sente bastante inseguro com este futuro das aulas”, afirma.

Uma capital acolhedora

Apesar de ter nascido em Benjamin Constant (a 1.121 quilômetros de Manaus), o comerciante exalta o acolhimento e a hospitalidade da capital amazonense. Ele diz que a cidade bastante acolhedora e fomentadora ao crescimento econômico, principalmente no segmento varejista.

“Me mudei para Manaus com meus pais e irmãos quando tinha apenas seis anos de idade. Nós viemos para cá em busca de novas oportunidades, novos desafios. Nós herdamos isso de família. Minha mãe sempre trabalhou com vendas. Ela tinha um boxe na feira do bairro e toda a família ajudava com o trabalho. Cresci e fui me apaixonando cada vez mais por essa dinâmica de compra, venda e atendimento”, descreve Adelermo.


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