Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2021
Passado

Valorização dos locais históricos

Cardiologista diz que é necessário manter viva a história manauense



mh_23_CFD14E0F-FAD9-4B27-87E2-41DB72637AE0.jpg Foto: Iago Albuquerque
24/10/2020 às 16:26

“Se não cuidarmos do nosso passado, não vamos ter lembranças no futuro”. É com essa declaração que o médico cardiologista Dr. Aristóteles Alencar, 65, definiu o seu presente para o aniversário de 351 anos de Manaus: “Eu ofereceria a criação de uma secretaria ou um órgão que se dedicaria exclusivamente a preservar os monumentos históricos da nossa cidade”.

 Natural de Manaus, filho de professores, formado em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Aristóteles é especializado em Cardiologia na Universidade Federal do Rio Janeiro (UFRJ) e Doutor em Cardiologia formado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP).



 Atualmente, ele coordena o Programa Estadual de Controle do Tabagismo no Amazonas. Ao comentar sobre o aniversário da capital amazonense, o cardiologista fez uma reflexão sobre as dificuldades enfrentadas pelos manauaras no ano de 2020. “351 anos de Manaus, uma data muito importante para esta capital, mas também um aniversário que vai ser comemorado com sentimentos ruins. 2020 foi um ano atípico, não esperávamos uma pandemia, perdemos amigos, colegas de profissão, um ano difícil, mas que teremos que superar para seguir em frente.” afirmou o médico.

MONUMENTOS ESTÃO ABANDONADOS

Sobre o seu presente, Aristóteles conversou com A CRÍTICA e revelou seu grande afeto aos monumentos locais, que fazem parte da história de vida dele e do local onde vive. Hoje, o cardiologista possui uma clínica médica no Largo São Sebastião, próximo a um dos principais patrimônios históricos de Manaus: o Teatro Amazonas.

“Cresci em Manaus nesses locais históricos que hoje não estão sendo valorizados, gosto de trabalhar em um dos pontos principais da cidade que ainda têm uma grande visibilidade.” Segundo ele, alguns desses cartões postais de Manaus estão hoje ‘entregues’, sem nenhum cuidado. Um exemplo que o cardiologista cita é o monumento da Praça São Sebastião. “Um lindo monumento que virou um deposito de lixo. Outros como o monumento da Praça Tenreiro Aranha, Praça da Saudade, estão completamente abandonados e pichados.” disse o Dr. Aristóteles.

Perguntado sobre a importância da preservação dos patrimônios históricos da capital, o médico afirma que um monumento tem duas características principais: a primeira é de antiguidade e a segunda é porque pertence à história do nosso povo e todo cuidado é fundamental. “São peças centenárias, que têm um valor histórico para Manaus, atravessaram 120 anos, e muitas pessoas desconhecem esse valor, esses locais foram feitos para durar”, afirmou o médico cardiologista.

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Repórter do acritica.com
Jornalista formado pelo Centro Universitário do Norte (Uninorte), natural do município de Coari-AM

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